Timóteo reduz número de casos de dengue de 5,5 mil para somente 22

Em 2013, nos três primeiros meses foram registrados mais de 5.000 casos; LIRAa de 2014 também caiu de 4,8% para 3,7% em Timóteo

iG Minas Gerais | Da redação |

Visitas domiciliares foram intensificadas nas cidades do Vale do Aço
Prefeitura de Ipatinga/divulgação
Visitas domiciliares foram intensificadas nas cidades do Vale do Aço

Depois da epidemia enfrentada no final de 2012 e início de 2013, Timóteo, no Vale do Aço mineiro, conseguiu reverter o quadro e hoje é a cidade da região com menor número de casos de dengue. Enquanto nos três primeiros meses de 2013 foram registrados 5.549 casos de dengue, no mesmo período deste ano foram notificados apenas 22 casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

O resultado foi comemorado pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde, mas nem por isso a população deve se descuidar, pois a dengue é uma ameaça o ano inteiro. Na avaliação da diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da PMT, Eunice Silveira, esse resultado positivo é resultado do esforço conjunto entre o poder público e a comunidade.

“Essa guerra é de todos nós, e somente com essa união é que conseguiremos vencer o mosquito da dengue”, reforça Eunice.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde conta que os agentes de controle de endemias têm percorrido toda a cidade, orientando a população sobre cuidados para se evitar a proliferação da dengue e eliminando focos do mosquito transmissor.

Outras frentes também estão sendo desenvolvidas, como a limpeza da cidade. “A prefeitura está fazendo um grande esforço, limpando a cidade e eliminando os focos do mosquito da dengue, mas esse trabalho deve ser cotidiano também por parte dos moradores, já que a maior parte dos focos está dentro das residências”, afirma Eunice.

Focos

Apesar do número pequeno de casos de dengue, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde chama a atenção para a necessidade de os moradores se envolverem nessa “guerra” contra o mosquito transmissor da doença. O último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), concluído na semana passada, constatou focos em 4,8% das residências, considerado elevado.

Houve também redução do LIRAa em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice estava em 6,2%. Mas Eunice Silveira ressalva que é preciso reduzir ainda mais esse número. “Mais de 90% dos focos estão dentro das casas”, informa a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.

Eunice detalha que, no último LIRAa, foram encontrados focos do mosquito da dengue principalmente em baldes, bebedouros de animais, vasos de flores, lonas, canos de PVC, caixa d’água, pneu, tinas, frascos com água, ralos, caixas de isopor, latas, vasos sanitários, piscinas de plástico, recipientes plásticos, pratos de plantas, potes, brinquedos velhos, tambores e recipientes de vidro. “Essa guerra deve começar a ser vencida dentro de casa”, conclui a diretora.

 

 

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