Boato de enfermeira que contamina pessoas com Aids corre na internet

História, que também já passou pelo Espírito Santo e pelo Amazonas, foi desmentida pelas autoridades das cidades

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Boato começou a circular nesta segunda-feira (31) entre os internautas de BH
Reprodução do facebook
Boato começou a circular nesta segunda-feira (31) entre os internautas de BH

Um boato, que já se espalhou por algumas cidades do país, começou a circular nesta segunda-feira (31) entre os internautas belo-horizontinos. As mensagens são repassadas tanto no Facebook quanto no WhatsApp, alertando sobre uma enfermeira que estaria oferecendo o exame de medição de glicose gratuito no Centro de Belo Horizonte. Porém, o objetivo da agulha seria passar o vírus HIV para as pessoas aleatoriamente. 

O texto, que tem sido compartilhado por um enorme número de pessoas, diz para as pessoas terem cuidado ao irem ao centro da capital. "Se por ventura alguém lhe abordar e pedirem pra vocês fazerem a medição da glicose, denuncie, pois este está passando o vírus HIV. Repassem para os contatos de vocês. Vigilância sanitária que mandou e a PM. Ela está vestida de enfermeira", diz o texto. 

O boato tenta fazer crer que o alerta partiu da vigilância sanitária e, também, da Polícia Militar (PM), aumentando a sensação de credibilidade na informação. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, nenhum registro com esse tipo de denúncia foi recebido na área central da capital mineira. Além disso, a corporação disse não ter recebido qualquer alerta da vigilância sanitária. O TEMPO entrou em contato com a Vigilância Sanitária de Belo Horizonte, porém, ainda não obteve resposta.

Outras cidades

O boato começou a circular no fim de março com várias versões, mudando de acordo com a cidade. Primeiramente circulou na capital do Espirito Santo, alertando sobre uma mulher vestida de enfermeira. O fato foi desmentido por jornais locais junto às autoridades.

Pouco tempo depois, foi a vez de Manaus virar alvo do boato. Desta vez, a denúncia circulava juntamente com um retrato falado do suposto autor. Outra vez o boato foi desmentido pelas autoridades, que explicara que a fotografia na realidade se tratava de um estuprador procurado pela polícia. 

 

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