Copa no Catar: 1.200 mortes e trabalho escravo na obras

Segundo o jornal inglês Mirror, obras para a Copa do Mundo de 2022 reúne condições precárias; estrangeiros estão retidos no país

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

REPRODUÇÃO/FIFA
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Não é só as obras da Copa do Mundo no Brasil que causam mortes de operários. O Catar apresenta um número assustador de 1.200 mortes aliadas ao trabalho escravo nos preparativos para o Mundial de 2022. A denúncia foi feita pelo jornal inglês Mirror, na edição desta segunda-feira. A publicação revela detalhes de como os operários são tratados e obrigados a viver no país árabe. Com o consumo de água salgada, moradias precárias e higiene quase inexistente, os trabalhadores são mantidas em um esquema de escravidão. Segundo informações de organizações ativistas, os números de mortes podem chegar a 4 mil. E quem pensa que a solução é deixar o país, se engana. O jornal ainda informa que passaportes dos estrangeiros foram retidos. Um carpinteiro vindo do nepal disse que está preso no Catar: "Nós somos tratados como escravos. Eles não nos vêem como humanos e nossas mortes são baratas. Eles têm os nossos passaportes para que possamos não voltar para casa. Estamos presos", afirmou, ao jornal inglês. A Fifa, até o momento, não fez nenhuma intervenção direta na situação. O Catar foi escolhido para ser a sede da Copa do Mundo de 2022 em 2010. Há apenas a sinalização de que  o advogado alemão Theo Zwanzieger, em nome da entidade máxima do futebol, será enviado ao país. O Catar precisa deixar pronto 12 estádios para a Copa do Mundo. Faltam dois mundiais até lá. Além da Copa deste ano no Brasil, haverá mais uma edição na Rússia, em 2018.

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