Oswaldo nega papel decisivo e diz que Santos deu sorte

Treinador da equipe elogiou a performance do Penapolense; Rildo, um dos responsáveis pela vitória, agradeceu a Deus

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Passado o grande susto, com a dramática vitória por 3 a 2 contra o Penapolense, neste domingo à tarde, na Vila Belmiro, Oswaldo de Oliveira respirou aliviado e quebrou o protocolo, dando uma rápida entrevista ainda no gramado, antes da coletiva que concede depois de conversar com os jogadores nos vestiários. O treinador recusou o rótulo de pé-quente, por ter substituído Gabriel e Leandro Damião, respectivamente, por Rildo e Stefano Yuri, os heróis da classificação, e reconheceu que o Santos não repetiu as últimas boas atuações.

"Sorte. Só sorte, mais nada. Hoje não fomos tão melhores, não. O Penapolense jogou muito bem", disse o treinador, a caminho dos vestiários, enquanto os jogadores permaneciam no campo, aplaudidos pelo torcedores.

Rildo foi um dos que mais comemoram a conquista da vaga. Ele entrou aos 15 minutos do segundo tempo e no primeiro lance cruzou a bola na cabeça de Leandro Damião, que só teve o trabalho de escorar paras redes, empatando o jogo e recolocando o Santos no caminho da classificação. "Temos que exaltar a força do Penapolense, mas graças a Deus chegamos à final", disse o atacante.

Em nova prova de que na Vila Belmiro o raio costuma "cair duas vezes no mesmo lugar", Stefano Yuri repetiu a dose, ao entrar no lugar de Leandro Damião e marcar o gol da vitória com menos de um minuto em campo, com assistência de Thiago Ribeiro.

"Fomos todos iluminados, porque não fosse o pessoal de trás, ataque não teria conseguido o resultado. Agora, vamos atrás do título. Hoje tive a felicidade e a calma para finalizar bem e marcar gol", disse o jovem atacante.

 

Alívio

Só com o apito final do juiz Marcelo Rogério, David Braz, que cometeu o pênalti do primeiro gol do Penapolense e falhou feio no segundo, marcado por Douglas Tanque, teve certeza de que o seu pesadelo tinha passado. Chorando, o zagueiro se ajoelhou no campo e foi abraçado por meio time.

"Estou chorando de emoção", disse. "Não ia ser justo a gente perder esse jogo. Felizmente consegui superar a infelicidade, com o apoio da torcida, que nos ajudou nos piores momentos do jogo". O zagueiro tinha motivos de sobra para comemorar porque se o Santos perdesse o jogo, ele passaria para a história como vilão, com graves consequências para a sua carreira.

Depois de ter alguns momentos no Palmeiras, David Braz teve passagem apagada pelo Flamengo e acabou indo para a Vila Belmiro envolvido com o lateral-direito Rafael Galhardo numa troca por Ibson, mas sofreu contusões e não foi bem nas poucas oportunidades que teve com Muricy Ramalho. Emprestado ao Vitória na temporada passada, foi pouco aproveitado e retornou ao Santos.

Na coletiva de imprensa, Oswaldo afirmou que vai blindar os garotos, que estão expostos demais com seguidas entrevistas. "Caveirinha (Geuvânio) virou Alan Delon. Mas isso é comigo, vou conversar com ele. A gente precisa tomar providência", disse o treinador.

Na conversa que teve com os jogadores depois do jogo, o treinador disse que o que se passou neste domingo na Vila Belmiro foi uma lição. "Prefiro ver os erros quando se ganha, porque os erros são esquecidos depois de vitórias. Houve momento de um glamour muito grande, mas voltei ao assunto agora no final e tem que ter equilíbrio para fazer bem feito o que nós fazemos", disse. Oswaldo também diz que o Santos é um só e não os Meninos da Vila e os outros jogadores.

 

Uvni chegando

Oswaldo confirmou que o zagueiro Bruno Uvini (ex-São Paulo), que estava encostado no Napoli, da Itália, foi contratado por empréstimo até o fim do ano e deve chegar entre esta segunda-feira e terça para fazer exames médicos e assinar contrato. Uvini vai ganhar R$ 100 mil por mês.

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