Kaká está cada vez mais perto de jogar nos Estados Unidos

Meia brilhou em jogo 300 pelo Milan, com dois gols, mas destaque deste sábado é o possível acerto entre o brasileiro e o Orlando City

iG Minas Gerais | VICTOR MARTINS |

Kaká fez dois gols em seu jogo de número 300 com a camisa preta e vermelha do Milan
Divulgação/Milan
Kaká fez dois gols em seu jogo de número 300 com a camisa preta e vermelha do Milan

Ídolo da torcida, Kaká fez a festa dos torcedores do Milan nesse sábado. O meia brasileiro marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Chievo, pela 31ª rodada do Campeonato Italiano. Apesar da vitória expressiva, o resultado pouco muda o destino da equipe rubro negra dentro da competição. Com 42 pontos e mais 21 para disputar, o time dirigido por Seedorf está 19 pontos atrás do Napoli, hoje o terceiro colocado e dono da última vaga da Itália na Champions League. Para piorar, o ídolo pode deixar o clube nos próximos meses para defender o Orlando City Soccer Club.

Se em campo a noite de sábado foi de ótimas notícias para os apaixonados pelo Milan, fora dele não teve nada bom. A começar pelas declarações do próprio Kaká e também do diretor dos Rossoneri, Adriano Galliani. O dirigente confirmou que o jogador pode deixar o clube ao final da temporada, em maio, caso o clube não se classifique para a Champions League.

“Kaká tem contrato conosco até 30 de junho de 2015, mas se não conseguirmos a classificação para a próxima Champions League, há uma cláusula que permite a ele deixar o clube”, disse ao canal Sky Sport, antes da partida contra o Chievo. Apesar da cláusula, o dirigente se mostra cofiante na permanencia de Kaká. E a não ida para a Champions pode ser confirmada neste domingo. Para continuar com chances, o Milan torce para que o Napoli não ganhe da Juventus. Em caso de triunfo do time napolitano, o Milan não vai ter mais condição de terminar na terceira colocação.

Junto da declaração de Galliani, veio um entrevista de Kaká ao ao jornal Corriere della Sera. O jogador de 31 anos afirmou que não pretende retornar ao futebol brasileiro, mas sim, ir jogar nos Estados Unidos. “No futuro eu gostaria de jogar nos Estados Unidos. Ao fim da temporada vou sentar com o Adriano Galliani e conversar para entender as ideias dele e do clube. Se eu tiver de sair, será para os Estados Unidos”.

Não bastassem as duas fortes declarações de Galliani e de Kaká, o jornal espanhol Diário AS informou neste sábado que o jogador já acertou com o Orlando City para janeiro de 2015, justamente o ano de estreia da equipe da Major League Soccer.

O clube

Criado em maio de 2010, o Orlando City atua em divisões inferiores do futebol dos Estados Unidos. Por ter um estádio de pequeno porte, para apenas 5.300 torcedores, a equipe da Flórida não era aceita na MLS, que exige que suas franquias tenham um estádio com capacidade mínima para 20 mil exectadores.

Assim, para conquistar o direito de jogar a MLS, o que aconteceu em novembro de 2013, o Orlando City contou com o apoio da prefeitura local e do governo da Flórida, além do aporte de Flávio Augusto da Silva, que é brasileiro e economista. O novo estádio vai custar US$ 87 milhões (algo perto de R$ 200 milhões).

O governo estadual vai arcar com US$ 20 milhões, a prefeitura com o mesmo valor e o restante através de investidores. O novo estádio vai ter capacidade para 28 mil pessoas e ainda não tem previsão para ser inaugurado. Como não vai poder jogar no pequenino ESPN Wide World of Sports Complex, o Orlando City vai jogar no Florida Citrus Bowl Stadium, com capacidade para 65 mil pessoas.

O futebol pode não ser o esporte favorito entre os americanos, mas mesmo assim a MLS tem a oitava melhor média de público do mundo, com 18.845 pagantes por jogo. O Campeonato Brasileiro, por exemplo, aparece apenas na 18ª colocação, com média de 12.971 pessoas por partida. A temporada americana vai de março a outubro.

Aposta nos brasileiros

Agora nas mãos de um brasileiro, o Orlando City tem planos de se tornar um dos maiores clubes do continente. Como a Flórida é um dos principais pontos turísticos para brasileiros (aproximadamente 600 mil visitam o estado americano todos os anos), Flávio Augusto da Silva quer contar com um craque nacional para ter também o apoio dos fanáticos torcedores brasileiros.

A ligação com o país dos grandes jogadores já é forte. Apesar de não contar com nenhum brasileiro no atual elenco, a página dos Lions (Leões) em português já tem mais de 520 mil curtidas. Por isso, Kaká é visto com o jogador ideal para unir brasileiros e americanos na torcida por um mesmo clube. Para Flávio, que mora em Orlando há cinco anos, a região já precisava de um clube na MLS.

Beckham como rival

Ao mesmo tempo que o Orlando City está em contagem regressiva para estrear na MLS, o clube já pode ganhar um rival. O astro inglês David Beckham anunciou a criação do Maimi, o que vai ser praticamente um rival. As duas cidades ficam na Flórida estão separadas por 380 km de distância. “Este é um momento emocionante , e algo que estamos realmente ansiosos para trazer para Miami”, disse Beckham na coletiva de lançamento do clube.

O ex-jogador da Inglaterra já tem bom conhecimento da MLS, pois ele defendeu o Los Angeles Galaxy por três temporadas, inclusive conquistando o título de 2012. Mas até conseguir colocar sua equipe na elite americana, Beckham vai ter de percorrer um longo caminho, como disputar divisões inferiores e comprar cotas da Liga. 

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