Rigor e lazer eram diferentes

iG Minas Gerais |

Atualmente, o videogame domina as concentrações do mundo do futebol, mas no passado os jogadores faziam o que podiam para tentar aliviar as horas de confinamento com um pouco de diversão. João Leite, ex-goleiro do Atlético da década de 80, guarda boas lembranças.

“Muitos gostavam mesmo de jogar canastra ou buraco. O pessoal se reunia na sala, fazia apostas, conversava, isto ajudava a passar o tempo. Outro sucesso entre os jogadores era um bingo”, conta. “Mas não era um bingo qualquer, o cara que falava os números era gago. Teve uma vez que o número final foi 44, mas ele agarrou no 40. Aí o Éder (Aleixo) já saiu comemorando, gritando que tinha ganhado, mas depois de muito esforço o locutor lá do bingo conseguiu falar 44. O Éder ficou bravo, deu uma grande confusão”, relembra o ex-goleiro.

“Não tem nenhuma semelhança com o que é hoje. Não tinha programação ou aquela lista com a relação de jogadores. A gente passava o tempo conversando, jogando cartas, e cada um sabia da sua responsabilidade”, lembra Raul Plasmann, goleiro que fez história com a camisa do Cruzeiro. (JP)

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