Feministas farão pesquisa de opinião

Em reunião ontem, movimentos decidiram promover debates e ouvir passageiras do metrô

iG Minas Gerais | Pedro Vaz Perez |

Quarta. Mulher se cobriu durante audiência para protestar contra ideia de que culpa é de roupa inadequada
JOAO GODINHO / O TEMPO
Quarta. Mulher se cobriu durante audiência para protestar contra ideia de que culpa é de roupa inadequada

Movimentos feministas de Belo Horizonte prometem uma série de debates e a realização de uma pesquisa de opinião com mulheres que frequentam o metrô da cidade. A ideia é discutir o projeto de lei que cria um vagão exclusivo para o sexo feminino na tentativa de evitar as chamadas “encoxadas”. A decisão foi tomada ontem em uma reunião na sede da Organização das Mulheres Negras Ativas (Nea).

O Projeto de Lei n° 893/13, que cria o chamado vagão rosa, é de autoria do vereador Léo Burguês (PTdoB) – ontem, ele não foi encontrado para falar sobre a proposta. O texto está em fase inicial de tramitação e tem criado divergências até mesmo entre as mulheres. Há quem o veja como um avanço na luta pela proteção aos direitos da mulher. Outro grupo entende a ideia como segregadora e até um retrocesso diante das conquistas das mulheres nas últimas décadas.

Opinião. O objetivo dos movimentos feministas é criar canais de interlocução com mulheres que têm no metrô a única forma de transporte. “Nós não queremos ficar só no achismo. Não adianta criticar um projeto e não oferecer propostas. Mas isso deve ser feito de forma coletiva. Não existe política para as mulheres sem a participação das mulheres”, avalia Jozeli Souza, integrante da Nea.

Outras ações. Outras atividades estão na programação de discussões dos movimentos feministas para esta semana. Integrantes do grupo irão a diferentes estações do metrô em horários de pico para conversar com as usuárias e entender suas demandas. Também estão previstas campanhas na internet e panfletagem pelas ruas da cidade.

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