‘Encoxadores’ agem em BH, e vítimas não procuram a polícia

Enquete de O TEMPO ouviu cem passageiras e 41 relataram ter sofrido assédio no transporte público

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Constrangimento. Mulheres desconhecem a quem recorrer quando sofrem abuso no transporte público
Alex de Jesus
Constrangimento. Mulheres desconhecem a quem recorrer quando sofrem abuso no transporte público

“Eles se aproveitam do ônibus lotado para relar na gente. Uma vez passaram a mão em mim, e, quando xinguei, o cara respondeu: ‘então, vá andar de táxi’”. A reclamação da estudante Michelle Colanksy, 21, é apenas mais uma entre as milhares feitas por usuárias do transporte coletivo de Belo Horizonte, que, assim como as de São Paulo, sofrem, diariamente, assédios sexuais de todos os tipos. A reportagem de O TEMPO foi às ruas e constatou que, de cem mulheres ouvidas, quase a metade (41) já sofreu algum tipo de constrangimento no ônibus ou no metrô. Dentre as que não foram vítimas, a maioria relatou casos de amigas ou familiares que passaram pela situação.

No escuro. Nem a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelo metrô, nem a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), que gerencia os ônibus da capital, possuem dados referentes aos assédios. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil, por sua vez, diz que as denúncias são mínimas.

Atenção

Dicas. Em casos de assédio, a orientação é acionar imediatamente a

Polícia Militar pelo 190. A CBTU informou que possui agentes treinados para “coibir ocorrências de segurança pública”.

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