E o guarda-roupa vai encher

Cada brasileiro vai gastar R$ 810,84 com vestuário neste ano, 3% a mais do que em 2013

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Na moda.  Ana Luiza Ballesteros diz que gasta, com certeza, bem acima da média nacional em roupas
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Na moda. Ana Luiza Ballesteros diz que gasta, com certeza, bem acima da média nacional em roupas

Cada brasileiro deve gastar em 2014, em média, R$ 810,84 com vestuário, conforme estimativa do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência. O valor é 3% superior ao projetado no ano passado, quando a média nacional foi de R$ 786. O consumo total de vestuário no Brasil deve encerrar o ano com um volume de R$ 138 bilhões. Em Minas Gerais, os gastos com roupas devem ser um pouco menores na comparação com a média nacional, R$ 792,40, neste ano.

A produtora de moda Ana Luiza Ballesteros conta que seus gastos anuais com roupa superam a média nacional. “Nunca parei para fazer as contas, mas, com certeza, o valor que gasto é superior aos R$ 800. Acredito que devo gastar até R$ 3.000 com roupas num ano”, frisa.

Ela conta que compra roupas esporadicamente. “Adquiro quando preciso, por necessidade mesmo. Outro motivo que me leva a comprar é quando vejo uma peça que sei que não vou encontrar em qualquer lugar, não vou ver mais”, diz.

Antes de comprar, ela analisa a roupa em vários aspectos, entre eles, qualidade, preço e corte. “Meu consumo é bem consciente. Penso se vou usar realmente e se o preço é condizente com o produto, se realmente vale o preço que é pedido”, observa. Para ela, sua atitude não é muito comum. “Acredito que a maioria das pessoas compra por impulso”, diz.

Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgada no fim do ano passado, mostra que o brasileiro compra por impulso. Conforme o levantamento, quase metade dos consumidores – mais precisamente, 47% dos entrevistados – já pagou por algum produto que nunca usou, movidos por um impulso ou paixão. Além disso, de acordo com o estudo, 62% dos entrevistados assumem que, antes mesmo de receberem o salário, já pensam nas “comprinhas” que farão no mês seguinte.

No que se refere às roupas, o levantamento do IBOPE, mostra que as classes C e B serão as maiores consumidoras em 2014, com 41% e 40% do potencial de consumo, respectivamente. Em termos de valor, o potencial de consumo da classe C é de R$ 56,2 bilhões e o da classe B, R$ 54,9 bilhões. A classe A deve ser responsável por 11% do consumo brasileiro, com gastos de R$ 15,1 bilhões. As classes D e E compõem o menor grupo de consumo para o varejo de moda, com potencial estimado para 2014 de 8%, atingindo R$ 11,6 bilhões.

Entre as regiões, a Sul é a que possui a maior expectativa de gasto por habitante, com R$ 941,67, seguida da região Centro-Oeste, com R$ 917,49, e da região Sudeste, com R$ 863,49. Os moradores da região Norte devem gastar R$ 695,98 e os do Nordeste, R$ 632,11.

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