Para adeptos, ousadia é bom negócio

iG Minas Gerais |

Não é só nas ruas que a estratégia de usar roupas diferentes é utilizada como marketing. A banda 7 Estrelo já utilizou figurinos diferentes, fantasias de marroquinos, índios, ciganos, mágicos, segundo o músico Bruno Tonelli. “Causa um impacto maior. Você sai da roupa do dia a dia. É uma forma de se destacar”, diz. E eles não são os únicos, Mamonas Assassinas, Secos & Molhados e a banda Kiss são alguns dos exemplos de como as roupas criam identidade.

O alfaiate Marcelo Durães, mais conhecido como Blade, conta que gosta de “sair do trivial”. Além de fazer ternos sob medida para noivos, advogados e executivos, ele participa de eventos gourmets. “Se vestir de forma diferente atrai. Outro dia, de longe, vi uma pessoa com macacão tipo de posto de gasolina vendendo balas. Se chamou minha atenção, chamou de mais pessoas”, diz.

O vendedor em questão atende pelo nome artístico de Juvenal Dhezz. Nome estampado no macacão, que tem notas de dez reais como ombreiras. “O meu diferencial é que falo inglês e sou educado”, diz. Ele trabalha à noite, em frente ao Jack Rock Bar, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Para Dhezz, um dos destaques entre os vendedores de rua da cidade é o palhaço que fica na porta da Circus. “Ele é bem original”, diz. (JG)

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