Vestidos para vender: fantasia aumenta renda em até 30%

Visual conta para um bom negócio; e nada como comprar doces da Chapeuzinho Vermelho

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Bruno Tonelli, da banda 7Estrelo, e o estilo já adotado por muitos
Cainã Lírio/Divulgação
Bruno Tonelli, da banda 7Estrelo, e o estilo já adotado por muitos

Um palhaço não está restrito às apresentações num circo, ele pode ser visto vendendo doces na porta de uma casa noturna, a Circus, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. E a Chapeuzinho Vermelho há alguns meses era encontrada próxima da praça da Assembleia, na mesma região da cidade, com sua cesta de pães de mel. A caracterização com roupas de personagens de histórias infantis é apenas uma das formas de vendedores chamarem a atenção e tentarem vender mais.

A estratégia, segundo especialistas em marketing, pode garantir mais lucro que os concorrentes que passam desapercebidos. O consultor e professor de estratégia e marketing do Ibmec MG Carlos Gustavo Caixeta afirma que, em média, a comercialização pode aumentar de 20% a 30%. “Comprovadamente, pessoas que chamam a atenção com suas roupas, sejam com fantasias ou vestidas de forma elegante, vendem mais”, diz.

Ele conta que já foi atraído por essa estratégia. “Em São Paulo, há vendedores de amendoim de terno e gravata nas ruas. Em certa ocasião, acabei comprando uns dez pacotes do produto”, diz.

O analista do Sebrae Minas, Fábio Petruceli Bastos, afirma que se vestir de forma diferente para vender é uma forma de comunicação forte. “O vendedor se destaca, é visto com mais facilidade. E isto é importante, em especial, para quem trabalha na rua, onde a venda tem que ser rápida”, observa.

A vendedora de doces Maria Aparecida Horta Carvalho, mais conhecida como Cida, a Chapeuzinho Vermelho, conta que escolheu a fantasia para poder se diferenciar dos demais vendedores. “A Chapeuzinho leva doces para a vovozinha, e eu vendo doces. É uma fantasia que não agride ninguém. As crianças gostavam, e tinha gente que até me pediu para tirar fotos ”, diz. No momento, a comercialização nas ruas está suspensa em razão de um tratamento de saúde. “Eu estava trabalhando demais”, conta. Ela ainda continua com a venda de pães de mel e também massas, mas só por encomenda.

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