Segurança em MG será bandeira do PT na campanha

Lideranças vão consolidar mote em encontros regionais

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Críticas. Presidente do partido em Minas, Odair Cunha, diz que violência é problema muito visível
Guilherme Bergamini / ALMG - 13.5.2013
Críticas. Presidente do partido em Minas, Odair Cunha, diz que violência é problema muito visível

As críticas em relação à segurança serão as principais armas dos petistas contra os tucanos na campanha para o governo do Estado. Ontem, em reunião estadual do partido, a cúpula da sigla deixou claro que não irá poupar ataques aos recentes números que apontam o crescimento nos índices de violência em Minas.

O ex-ministro e pré-candidato ao Palácio Tiradentes, Fernando Pimentel, não foi ao encontro para atender a um chamado de última hora da presidente Dilma Rousseff. A pauta seria os arranjos políticos atuais. Oficialmente, a agenda do encontro em Brasília não foi informada.

O presidente do PT em Minas, deputado federal Odair Cunha, disse que segurança pública será a bandeira da campanha no Estado. “Neste momento vamos estabelecer diálogo com as mais diversas regiões de Minas para identificarmos os principais problemas no Estado, mas é muito visível o problema da segurança pública que temos hoje”, disse.

O deputado federal Reginaldo Lopes criticou o recente roubo à Central Integrada de Escoltas de Ribeirão das Neves, quando 45 armas foram levadas. “Esse episódio é uma vergonha, assim como o legado dos tucanos. Sou da ala que defende um tom mais crítico. Para cada proposta, uma crítica. O aumento da violência é assustador”, afirmou. Na pauta do encontro de ontem, que foi realizado a portas fechadas, as manifestações e a Copa do Mundo também entraram na pauta.

Aliança. O partido também discutiu as alianças para compor a chapa majoritária e deixou claro que não ficará aguardando uma decisão do rachado PMDB – que segue dividido entre o apoio ao PT, ao adversário PSDB ou até mesmo ter candidato próprio. Cunha afirmou que as próximas caravanas da pré-candidatura de Pimentel terão, sim, a participação de peemedebistas.

“Queremos aproximar cada vez mais as nossas caravanas dos partidos aliados ou membros de partidos que querem se aliar conosco”, disse referindo-se ao PMDB e ao PROS, que anteontem definiu apoio aos petistas. “As conversas apontam que estaremos juntos com o PMDB, seja no primeiro ou segundo turno. Estamos mantendo contatos permanentes com o presidente Antônio Andrade e estabelecendo conversas com o PCdoB, PTdoB e PR”.

O ex-ministro Patrus Ananias, outro participante do encontro, lembrou o peso do aliado indeciso. “O PMDB é um partido muito presente no Brasil, que tem força. É a realidade. Sempre defendo que essas alianças têm que ser feitas com caráter programático, em primeiro turno. No segundo, com quinze dias, fica uma coisa meio na correria”, avaliou.

Telefonema

Às pressas. O ex-ministro Fernando Pimentel recebeu telefonema de Dilma, na sexta-feira à noite. Ontem de manhã, ele embarcou para Brasília, onde se encontrou com a presidente.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave