Pesquisas ditam quando buscar os eleitores dos rivais

Números são fundamentais para definir foco de campanha

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Território. Aécio terá maior volume de campanha no Nordeste, reduto tradicional de eleitores petistas
Orlando Brito/Divulgação
Território. Aécio terá maior volume de campanha no Nordeste, reduto tradicional de eleitores petistas

A partir de agora – quando os nomes já caminham para uma definição e as alfinetadas já começam a aparecer entre os pré-candidatos –, a análise dos números das pesquisas eleitorais é fundamental. Ela irá apontar para onde devem seguir discursos, viagens e ações dos postulantes.

São esses números que irão definir a dose de investimento dos candidatos em seu próprio eleitorado ou o no do rival, explica o professor de ciências políticas da PUC Minas Malco Camargos. “A primeira fase da campanha é de definição clara do perfil do seu eleitor. Depois é preciso fazer uma prospecção do concorrente. As estratégias dependem do tamanho da fatia que se tem. A princípio, você concentra no que tem e, depois, avança sobre o outro”, afirma.

No momento atual, segundo Camargos, as campanhas trabalham com pesquisas mensais, pelo menos. “É preciso monitorar para ver se a estratégia pela qual se optou deu ou não certo. Hoje, a Dilma deve se preocupar mais em manter o que tem. Já os adversários, que estão atrás, devem roubar o eleitorado dela.”

Para a professora de ciências políticas da UFMG Helcimara Telles, o principal foco agora é o eleitor fiel. “O primeiro investimento é no seu eleitor consolidado, que te dará um retorno. Este é aquele que se transforma em militante e tenta conversar os outros. É preciso dar argumentos a ele para que seja um multiplicador”, analisa.

Segundo a professora, já com a propaganda partidária em curso, o foco passa para os indecisos. “Na reta final, dependendo da situação, é preciso roubar o eleitor do concorrente com um discurso reformulado e mais forte”, diz.

Na avaliação do pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Davi Fleischer, neste momento em que as pesquisas apontam queda na avaliação da gestão da presidente Dilma, ela deve se preocupar em manter seu eleitorado. “O Eduardo e o Aécio devem se preocupar em crescer sobre o eleitorado dos outros. O que vemos hoje é uma invasão geográfica. Um querendo se firmar no território do outro”, disse.

Pesquisa

Corrida. A última pesquisa Datafolha mostra a petista Dilma com 47% das intenções de voto, o tucano Aécio Neves com 14%, e o governador Eduardo Campos (PSB) com 7%.

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