“Derrubei o muro da vergonha”

iG Minas Gerais |

Brian Cuban / Divulgacao
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“Eu me tornei anoréxico aos 18 anos e aos 19 anos me tornei bulímico. Tive bulimia até os 45 anos e vivo livre do transtorno alimentar desde então. Os sintomas começaram aos 18 anos, quando passei a parar de comer e a me limitar a uma ingestão de menos de 500 calorias por dia. Aos 19 anos, apareceram a compulsão e a purgação. Só decidi procurar ajuda aos 45 anos, quando comecei a terapia intensiva com um psiquiatra que me acompanha até hoje. Eu não acho que há uma razão específica para o crescimento do número de homens com transtornos alimentares. No meu caso, esteve relacionado à timidez e distorção de autoimagem. Além de me envergonhar pela minha ‘gordura’, eu me sentia intimidado na escola. Foi por meio do tratamento que eu me tornei capaz de sair da beira do abismo, desse ‘vício’, e fazer as pazes com a minha família e viver uma vida feliz. Eu sei que nem todos com distúrbios são sortudos como eu. O estigma e a vergonha, que me impediram de procurar ajuda em 1980, não melhoraram muito ao longo das décadas. Muitos homens ainda permanecem em silêncio porque ainda acham que é uma ‘doença de mulher’. Para mim, a chave para a recuperação foi derrubar o muro da vergonha que eu tinha colocado em volta de mim. Foi muito difícil!”

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