Eleitor de Dilma se aproxima mais do “modelo” brasileiro

Adultos entre 25 e 34 anos, com renda familiar de até R$ 1.448, são o grosso do eleitorado do país

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

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FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
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Quem quiser chegar ao Palácio do Planalto nas próximas eleições deve buscar o voto de pessoas entre 25 e 34 anos, com renda familiar média de até R$ 1.448, ensino médio, e moradores de cidades pequenas, preferencialmente do Sudeste. Esse é o perfil da maioria do eleitorado brasileiro e a fatia decisiva nas urnas em 2014.

Recente pesquisa do Datafolha traçou o perfil do eleitor de cada pré-candidato à Presidência da República. O resultado justifica a dianteira da petista Dilma Rousseff – que aparece na pesquisa com 47% das intenções de voto – e mostra em que faixa os pré-candidatos devem investir mais na campanha para roubar votos dos concorrentes.

Os eleitores consolidados de Dilma são, em sua maioria, homens e mulheres com até 34 anos, que ganham até dois salários mínimos e estudaram até o ensino fundamental. A descrição é a que mais se aproxima da maioria dos votantes. O ponto que destoa do perfil predominante é a região em que vivem: Nordeste.

Os concorrentes da petista terão que suar a camisa se quiserem encostar nas pesquisas eleitorais, pois os simpatizantes de Aécio Neves (PSDB) e de Eduardo Campos (PSB) destoam do “eleitor modelo”. Os aecistas se aproximam da maioria dos eleitores brasileiros por viverem no Sudeste (57%), mas se afastam das demais características. São homens em 57% dos casos, com idade entre 45 e 59 anos e melhor padrão de vida, já que ganham mais três salários e têm nível superior.

No grupo dos que revelam a preferência por Campos, se destacam homens e mulheres jovens, com até 24 anos, do Nordeste, que estudaram até o ensino superior e que ganham entre três e cinco salários mínimos.

Para a vice-presidente do PT nacional, Gleide Andrade, os eleitores de Dilma são muito mais abrangentes. “De fato, temos um alcance grande entre os jovens porque formamos uma nova classe média. Mas quem tem 43% das intenções de voto tem um perfil muito vasto”.

O presidente do PSDB em Minas, deputado federal Marcus Pestana, concorda com o resultado, mas diz que ele irá mudar rapidamente. “Aécio ainda é pouco conhecido. Quem quiser vencer não pode ter uma intenção de voto segmentada. O perfil vai mudar quando começar a propaganda eleitoral”, afirma o tucano.

O colega de Câmara, presidente do PSB em Minas, Júlio Delgado, também referenda os dados. “De fato, o Campos tem um eleitor mais jovem e conscientizado. Mas ele precisa ter um voto mais pulverizado, e em grandes centros urbanos, para ganhar.”

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