No Ghost, o luxo é deste mundo

Rolls-Royce lança a Series II do seu sedã; opulento por natureza, modelo é digno herdeiro da marca britânica

iG Minas Gerais |

A Roll-Royce aliou os materiais nobres do interior a muita tecnologia
Rolls-Royce/Divulgação
A Roll-Royce aliou os materiais nobres do interior a muita tecnologia

Para uns, símbolo supremo da ostentação. Para outros, a expressão máxima da palavra luxo. Para a Rolls-Royce, um oásis de calmaria em meio ao ritmo frenético do mundo dos negócios. É assim que a tradicional marca de luxo britânica define a primeira remodelação do Ghost – lançado em 2009. Ao ser apresentado no Salão de Genebra, na Suíça, sob a pomposa denominação de Ghost Series II, o sedã que custa na Europa mais de 200 mil – cerca de R$ 650 mil – revelou pequenas alterações no visual. Apesar do conservadorismo estético, a marca britânica caprichou ainda mais no já tradicionalmente extremo requinte. Em termos tecnológicos, a principal novidade é a navegação por satélite. De quebra, o modelo continua a oferecer um desempenho que não deixa a desejar – afinal, abriga um V12 sob o capô. Se no visual a Rolls-Royce foi conservadora, ela compensou no interior. Além dos materiais mais refinados espalhados por todo painel e a opção de acabamento em mais dois tipos de madeira, os bancos dianteiros foram refeitos para dar ainda mais conforto ao motorista e passageiro. Mas como a maioria dos milionários que compram o carro frequentam mesmo os bancos de trás, a fabricante de luxo caprichou bastante ali. Eles são reclináveis, ganharam três níveis de aquecimento e podem ter massageadores – item opcional. Os assentos ainda giram em um pequeno ângulo que permite uma melhor comunicação entre os ocupantes. O sedã traz um sistema de informação e entretenimento com uma tela de 10,2 polegadas. Ela não é sensível ao toque porque, segundo a Rolls-Royce, as marcas de dedo no dispositivo podem dificultar a visualização do condutor ou do passageiro. Para resolver esse “problema”, foi instalado um botão giratório que a Rolls-Royce chamou pomposamente de Spirit of Ecstasy Rotary Controller. Ele permite controlar várias funções por meio de um painel tátil. A funcionalidade é igual a de um smartphone, onde o usuário pode fazer arrastar a tela ou fazer formato de pinça com os dedos e aumentar/diminuir o tamanho do mapa de localização, por exemplo. E como a internet dita as regras no mundo atual – principalmente nos negócios –, o Ghost vem com acesso à rede sem fio. Para tirar essa suntuosidade de 5,57 m de comprimento do lugar – versão com entre-eixos alongado – , o Ghost II traz um enorme motor sob o capô. Mas sem novidades. Trata-se do V12 de 6,6 l com dois turbocompressores capaz de entregar 570 cv de potência a 5.250 rpm e volumosos 79,5 kgfm de torque logo a 1.500 giros. A transmissão que gerencia esses números é automática de oito relações. Apesar dos 2.420 kg, o Ghost Series II cumpre o 0 a 100 km/h em 5 s e atinge uma velocidade máxima de 250 km/h. Para manter tudo sempre sob controle, a marca afirma que promoveu ajustes na suspensão e direção para garantir maior estabilidade nas curvas. A primeira série do Ghost ainda é vendida no Brasil – e cada carro não sai por menos de R$ 2 milhões.

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