It-bags para pintar!

A onda agora é customizar sem dó a bolsa de marca em prol da exclusividade; confira quem apostou

iG Minas Gerais | Lorena K. Martins |

A blogueira Juliana Ali cobra até R$ 700 pelo serviço. No destaque, sua primeira Louis Vuitton customizada por ela
FOTOS ARQUIVO PESSOAL
A blogueira Juliana Ali cobra até R$ 700 pelo serviço. No destaque, sua primeira Louis Vuitton customizada por ela

Existem poucos itens dentro da imensidão fashion que despertam paixão e desejo nas mulheres. As bolsas são o exemplo mais comum dessa idolatria, tanto é que viraram um dos hits no guarda-roupa de Carrie Bradshaw, personagem fashionista do seriado “Sex and the City”. De fato, desfilar por aí com uma it-bag da Hermès, Louis Vuitton, Prada ou Chanel, só para citar algumas dessas renomadas labels, de fato “agregam valor” ao look. Mas como a moda adora pregar umas peças na gente, o lance agora é emplacar o couro grifado com o toque de customização: rabiscar, pintar, escrever, ou qualquer coisa que torne a bolsa realmente única.

Benefício fashion

Como a maioria dos trends da passarela nascem na rua (ou vice-versa), bastou que celebridades como Rihanna, Lady Gaga e até Kim Kardashian desfilassem suas bolsas com cara de “faça você mesma” para que a customização das it-bags de fato fosse “engolida” por todos. No Brasil, a pioneira na customização das bolsas, a blogueira Juliana Ali, 32, começou há três anos pintando a sua Louis Vuitton com caveirinhas e aplicando algumas tachas para renovar o acessório, em vez de deixá-lo jogado no armário ou vender em algum bazar online. “Já estava meio enjoada do meu modelo e quando customizei para ir ao São Paulo Fashion Week todo mundo me parou para tirar foto. O sucesso foi crescendo até que eu comecei a fazer para fora, e hoje customizo cerca de 10 bolsas por semana”, explicou ao Pandora. 

Em prol da arte

A prática do desapego da blogueira começou desde cedo. “Nunca tive medo de cortar o cabelo ou fazer uma tatuagem. Já tive clientes que me enviaram bolsas novas, de R$ 10 mil, para serem customizadas, porque querem ter algo autêntico e personalizado, e isso vale muito mais”, defende. O preço do trabalho dela varia entre R$ 400 e R$ 600, dependendo da complexidade da arte e do tamanho da bolsa.

Além de Juliana, outra especialista no assunto é a artista plástica inglesa Boyarde, que faz sucesso no Instagram com suas peças no estilo pop-art e cobra cerca de US$ 3.000 por cada bolsa pintada. O hype também veio parar em Belo Horizonte, com o artista plástico Rogério Fernandes, que pintou três bolsas Louis Vuitton antigas de uma cliente dele e logo virou sucesso no Instagram. “A proposta é desapegar um pouco da marca, apesar de mostrar a textura, e isso acaba desconstruindo um ícone da moda, mas agrega um pouco de arte, além de dar uma exclusividade”, explica.

Pra chamar de sua

As it-bags customizadas emplacaram também na passarela pelas grifes que resolveram “corromper” os seus próprios produtos. A Chanel deu o que falar depois de desfilar sua mochila “destroyed” de R$ 8 mil para o verão de 2014. A Burberry também trouxe para o seu outono-inverno deste ano bolsas pintadas à mão, pretexto para virar figurinha carimbada nas mãos das blogueiras e fashionistas.

Como a onda ainda fica para a máxima de “quanto mais exclusividade, melhor”, Louis Vuitton, Fendi, Goyard e Fad oferecem serviços de personalização, acrescentando letras, listras ou desenhos em seus acessórios – inclusive disponíveis nas lojas aqui, no Brasil. Em Belo Horizonte, a grife M. Leon também entrou na onda. “A personalização começa desde a escolha do couro e modelo da bolsa. Além disso, pode-se aplicar placas em ouro com as iniciais da proprietária, criar detalhes em pedras. Já houveram clientes que pediram o nome em diamantes”, explica Fernanda Leão, uma das responsáveis pela marca.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave