Gol marcado contra

Sem graça ou conteúdo, “Arena SBT”, nova atração da emissora de Silvio Santos, falha em suas funções

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Sem graça. A proposta humorística do “Arena SBT” parece não ter atraído muito o público
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Sem graça. A proposta humorística do “Arena SBT” parece não ter atraído muito o público

Sem tradição no mundo do jornalismo esportivo e sem grandes chances de emplacar um programa sobre o tema, o SBT apostou em um novo formato para não ficar totalmente de fora da Copa do Mundo de 2014 – que começa em junho próximo. O “Arena SBT” foi criado com a proposta de unir música, humor e esporte – uma tentativa da emissora de Silvio Santos de recuperar a vice-liderança nas noites de sábado. O que se vê, no entanto, é um formato confuso, que deixa a desejar tanto na informação quanto na graça. Com livre inspiração no rádio, o programa não tem uma identidade bem definida. Fica no ar uma mistura de “Pânico na Band”, com entrevistas sensacionalistas com esportistas e uma chuva de informações bobas e desinteressantes para o público.

A parte do jornalismo ficou a cargo da comunicativa Juliana Franceschi, que desempenhava bem o papel de interlocutora e divulgadora de notícias. No entanto, sua participação foi reduzida na nova atração. O espaço da repórter, tanto dentro do estúdio como fora dele foi ocupado por Lívia Andrade. A “queridinha” de Silvio Santos, embora muito mais fraca nas reportagens, aparece constantemente em trajes mínimos – de biquíni, inclusive. Antes do “Arena SBT”, a emissora mantinha média de 4 pontos no horário. Com a estreia, o número caiu para 2.

Se o jornalismo vai de mal a pior no programa, a parte do humor fica na linha tênue que separa o “over” do engraçado. Alexandre Porpetone consegue se sair bem com alguns personagens e imitações, e é sempre rápido nas perguntas e no improviso quando o programa recebe algum convidado especial. Já Gavião, que funcionava como “sombra” no “Programa do Ratinho”, ganhou um espaço mais amplo no “Arena”. Igual a sempre, ele continua sem mostrar o rosto ou interesse. O ex-jogador Edmílson ainda está tímido na função de comentarista, assim como no reality show “Menino de Ouro”, também do SBT. Smigol e Thomaz Rafael cumprem bem a sua função. Com muitas pessoas no estúdio – inclusive os integrantes da Banda FDP e as “gatas do Arena” –, a impressão é que falta organização em cena.

Com a baixa audiência e os problemas estruturais do programa, não vai ser surpresa se não tiver fôlego para se manter até a Copa do Mundo. Com pouco menos de três meses até a estreia do Mundial, o plantel do “Arena SBT” já dá sinais de limitação no meio de campo, fraqueza no ataque e quase nenhuma chance de defesa.

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