Morte no Itaquerão é a oitava nas obras dos estádios da Copa do Mundo

Sete óbitos foram por acidente e um por infarto; Manaus lidera o ranking de tragédias antes do Mundial da Fifa

iG Minas Gerais | VICTOR MARTINS |

Com a morte de Fábio Hamilton da Cruz, neste sábado, em decorrência de um acidente no Itaquerão, já são oito vítimas fatais durante as obras nos estádios que serão usados durante a Copa do Mundo no Brasil. Somente em São Paulo foram três casos. Antes de Fábio Hamilton, outros dois operários faleceram no estádio do Corinthians.

Em novembro do ano passado um guindaste caiu sobre um painel de LED e causou as mortes de Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44 anos. Por conta deste acidente, os obras no Itaquerão foram prejudicadas e o prazo de entrega do estádio foi atrasado em mais de 60 dias. A previsão, agora, é que a Fifa receba o estádio em abril.

Apesar das três mortes em São Paulo, o líder deste triste ranking pertence a Manaus. Quatro operários morreram durante a construção da Arena Amazônia, sendo três por acidente e um por infarto. Em março de 2013 faleceu Raimundo Nonato Lima Costa, de 49 anos, depois de cair de uma altura de 4 metros.

Em dezembro do mesmo ano morreram Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, e José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos. Ambos faleceram no mesmo dia, em 14/12. Marcleudo trabalhava na montagem da cobertura do estádio e caiu de uma altura de 35 metros. Horas depois, talvez por conta da notícia da morte de um companheiro de obra, José Antônio teve um infarto e não resistiu.

A última morte na Arena Amazônia foi pouco antes da entrega do estádio. José Pita Martin, de 55 anos, estava desmontando um dos guindastes usados na obra quando foi atingido na cabeça por uma peça. José Pita faleceu no começo de fevereiro, 32 dias depois o Nacional-AM e o Remo-PA empataram na inauguração da nova arena manauara.

A primeira morte registrada numa obra de estádio para a Copa de 2014 aconteceu em Brasília. Em junho de 2012 um ajudante de carpinteiro caiu da laje do Estádio Nacional, uma altura de 50 metros. O nome do trabalhador não foi revelado na época.

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