Câmara aprova benefício a auditores da prefeitura

Após votar matéria, vereadores da capital suspendem sessões extras com 23 projetos na pauta

iG Minas Gerais |

Discussão sobre a matéria durou praticamente um dia inteiro
Mila Milowski/CMBH/Divulgação
Discussão sobre a matéria durou praticamente um dia inteiro

Depois da aprovação do projeto do Executivo que garante o aumento e a instituição de gratificações aos procuradores e auditores do município ontem, as sessões extraordinárias da Câmara da capital foram canceladas. A suspensão das três reuniões – marcadas inclusive para este fim de semana – explicitou que a convocação foi feita devido à pressão da prefeitura para aprovar um projeto que concede benefícios a servidores antes das eleições.

Inicialmente, a convocação para os encontros extraordinários feita pelo presidente da Casa, Léo Burguês (PTdoB), na última quinta-feira, previa reuniões de ontem até segunda-feira, incluindo a análise de 23 projetos.

No entanto, a votação ficou bem abaixo do esperado. Em apenas uma sessão, realizada ontem, os parlamentares apreciaram uma proposição e já cancelaram os demais encontros.

A pressão aconteceu porque o texto analisado foi enviado pela prefeitura e devia ser aprovado até o dia 5 de abril, prazo limite para a concessão de benefícios a servidores devido à realização da eleição neste ano.

Acordo. O projeto de lei aprovado em segundo turno, que visa o aumento da gratificação dos auditores da PBH e o repasse da maior parte dos honorários advocatícios aos procuradores, precisou de um dia inteiro para ser discutido e votado.

A bancada do PT não queria analisar a matéria, e o líder do governo, o vereador Preto (DEM), precisou fazer um acordo para destravar a pauta. Como resultado da negociação, a Câmara vai criar uma comissão temporária para estudar benefícios a serem concedidos aos auxiliares dos procuradores municipais.

Privilégio

PT. Para a bancada da legenda, o projeto aprovado vai beneficiar duas categorias que já têm “bons rendimentos”, enquanto outros servidores “ficam à mingua e são deixados de lado”. (GR)

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