Secretária responde sindicato

iG Minas Gerais |

A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, ironizou ontem a posição adotada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) em defesa aos servidores efetivados, em 2007, pela Lei Complementar 100.

“Que ótimo. Eles que entraram na Justiça contra os efetivados e agora se tornaram porta-vozes? Que mudança rápida de atitude.”

Ana Lúcia rebateu também a acusação do sindicato de que o governo quis passar a esses servidores a ilusão de falsa estabilidade.

“Nossa posição sempre foi realizar os concursos que eram possíveis, incentivar as pessoas a realizar os concursos. Eu percorri as 47 superintendências regionais de ensino do Estado e, em todos os lugares, eu sempre incentivei que se prestasse o concurso, falando de forma muito clara que o concurso publico é uma forma definitiva de entrada”, afirmou a secretária. “O governo sempre deixou claro que a lei 100 valia, mas que existia uma ação no STF questionando”.

Para os servidores consultados pela reportagem, porém, não houve clareza por parte do Executivo em elucidar que a lei complementar poderia ser revertida.

“Eles iludiram a categoria com uma carta dizendo que estávamos com todos os direitos garantidos. Achávamos que não precisávamos prestar concurso”, disse a professora de ciências da Escola Estadual Presidente Dutra Aline Borges sobre a correspondência enviada pelo governo aos servidores após a aprovação da lei complementar.

O vice- diretor da escola de Aline, Márcio de Oliveira, afirmou que para a maioria dos funcionários do colégio, a lei de 2007 era inquestionável. (IL/RG)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave