Cromossomo fabricado em laboratório

iG Minas Gerais |

Nova York, EUA. Cientistas conseguiram produzir um cromossomo artificial de levedura, um grande avanço no campo emergente da biologia sintética, que permitirá conceber novos fármacos, nutrientes e biocombustíveis. O estudo foi publicado ontem na “Science”.

Até agora, os pesquisadores haviam conseguido fabricar cromossomos de bactérias e de DNA viral, com estruturas muito mais simples. Desta vez, foram necessários sete anos de trabalho para construir esse genoma e reunir 273.871 pares de bases de DNA de levedura.

Os pesquisadores fizeram várias alterações na base genética desse cromossomo, incluindo a eliminação de porções redundantes para a reprodução do cromossomo e seu crescimento. “Nossa pesquisa tornou realidade a teoria da biologia sintética”, disse Jef Boeke, diretor do Instituto de Sistemas Genéticos do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York, que dirigiu o estudo.

Segundo ele, “esses trabalhos representam o maior passo de um esforço internacional para construir o genoma completo de levedura sintética”.

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