Entre inéditas e regravações

Flávio Venturini leva hoje ao Palácio das Artes grandes sucessos de sua carreira e novidades de último trabalho

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Clássico. Em seu novo show, Flávio Venturini apresenta regravações de músicas de Caetano Veloso e Edith Piaf e obras colaborativas
venturini / divulgaçao
Clássico. Em seu novo show, Flávio Venturini apresenta regravações de músicas de Caetano Veloso e Edith Piaf e obras colaborativas

Flávio Venturini é um daqueles artistas que conseguem atuar bem entre as funções de compositor e instrumentista. Uma característica que ficou clara ainda nos anos de 1970, quando iniciou, ao lado de Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta, o Clube da Esquina. De lá para cá, anda por um caminho seguro, onde desenvolve suas canções e parcerias. Seu novo álbum, “Venturini”, cujo show de lançamento acontece hoje, no Grande Teatro do Palácio das Artes, segue esse trajeto.

“Na apresentação, além das músicas inéditas, eu passo por regravações e também toco aquelas que são mais conhecidas, pois a plateia gosta”, comenta Venturini. Ele se refere a sucessos como “Todo Azul do Mar”, que ele compôs junto com Ronaldo Bastos, para o grupo 14 Bis, do qual fez parte até 1988, além de “Clube da Esquina II”.

Mas o show tem uma parte inovadora composta por músicas ainda não apresentadas na capital mineira. “Todas as nove inéditas foram concebidas no meu estúdio e a maioria tem contribuições de outros artistas”, diz o cantor.

Esse é o primeiro disco de Flávio Venturini totalmente produzido em seu próprio estúdio e com supervisão integral do artista. Fato que, para ele, diferencia esse trabalho de todos os outros. “Eu estive presente em cada momento da gravação e fui muito exigente com o resultado. Tanto é que o disco demorou um ano para ficar pronto”, relata. “Mas não há nenhuma mudança drástica do meu estilo, continuo na mesma linha de composição”, relata.

Assim, o que garante toques plurais às obras são as participações de outros músicos e compositores. “Sol Interior”, melodia com batidas suaves e lentas, foi idealizada com Márcio Borges. “Não compunhamos juntos há muito por falta de tempo de ambos, mas é sempre muito bom trabalhar com ele”, revela Venturini.

“Tarde Solar” explora ainda mais o trabalho em conjunto. Composta a quatro mãos com Alexandre Blasifera, a canção foi interpretada comm a participação de Ivan Lins. “Nos anos 1990, eu gravei um disco pelo selo dele, foi meu primeiro disco de ouro. Depois disso, sempre falavámos em fazer algo juntos e finalmente conseguimos. A experiência de gravar com ele foi ótima, e mais coisas dessa parceria vem por aí”, adianta.

Releituras. Faz parte tanto do repertório do show de hoje quanto do álbum “Venturini”, regravações famosas, como “Leãozinho”, de Caetano Veloso. “Eu havia feito um arranjo para um disco infantil dessa canção, mas gostei tanto que achei que cabia incluí-la”, conta Venturini.

Outra música cuja gravação causou satisfação para o cantor foi sua interpretação, baseada no clássico francês de Edith Piaf e Margarite Monnot, de “Hino ao Amor”. “Incluí essa música porque ouvi um belo arranjo dela e gostei muito. É meio bossa com jazz”, diz.

O jazz, inclusive, tem atraído a atenção de Venturini nos últimos tempos. Acostumado com melodias com ritmos simples, o compositor já passou por diversos festivais e tem interesse em participar mais de projetos dedicados ao estilo.

Porém, ao mesmo tempo, revela que seu ano está cheio de compromissos. Entre eles a gravação de um CD como o grupo Encontro Marcado, que unirá a banda 14 Bis, Sá e Guarabira. Além disso, o músico continua a se apresentar com o grupo O Terço, banda que integra desde 1970 e que, agora, apresenta um show de rock progressivo com efeitos em 3D.

Somado a isso, Venturini espera se dedicar mais à elaboração de novas composições em 2014, pois gostaria de ver mais suas letras gravadas por outros compositores. “Há situações em que outros artistas pedem para gravar músicas de minha autoria, mas tem sido raro ter tempo para pode escrever. Agora, com meu estúdio, espero compor mais”,diz.

Em meio a todos esses projetos, Flávio prossegue com seu espetáculo de lançamento do álbum para o Rio de Janeiro, onde se apresenta no Teatro Rival Petrobras.

 

Agenda

O quê. Show Flávio Venturini

Quando. Hoje, às 21h

Onde. Grande Teatro do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, centro)

Quanto. De R$ 30 a R$ 80

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave