Dilma participou das reuniões

Petista esteve em quatro encontros do conselho em que a compra de refinaria foi discutida

iG Minas Gerais |

Ativa. Dilma Rousseff participou de reuniões que discutiram a compra da refinaria em Pasadena
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Ativa. Dilma Rousseff participou de reuniões que discutiram a compra da refinaria em Pasadena

Rio de Janeiro. A compra da refinaria de Pasadena foi tratada no conselho de administração da Petrobras pelo menos cinco vezes, segundo atas de reunião entre 2006 e 2012 (1.268, 1.301, 1.303, 1.320 e 1.368). A presidente Dilma Rousseff estava presente nas quatro primeiras, sendo a última em 2009. Dilma deixou a presidência do conselho em 2010, ano em que concorreu à eleição.

A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, participou da quinta reunião, em 13 de junho de 2012, três meses depois de assumir a presidência da empresa. Documentos e relatos mostram que há pelo menos 21 meses as suspeitas no contrato são conhecidas no conselho, e mesmo assim não foi feita investigação interna.

Na reunião de 2012 foram discutidas as omissões em relação a falhas no acordo de compra da primeira metade da refinaria, a exemplo da cláusula que assegurava rentabilidade de 6,9% à belga Astra em condições especiais. A afirmação é do conselheiro Silvio Sinedino, presente à reunião. “Pedi que fosse apurado quem tinha enganado o conselho. Mas nada foi feito na época, mesmo por que não era ano eleitoral”, disse. “Nessa reunião veio à tona a existência da cláusula de rentabilidade e que ela não havia sido apresentada anteriormente ao conselho”, conta Sinedino.

Segundo a ata 1.368, o representante dos trabalhadores no conselho foi o único a se abster na votação sobre o acordo de US$ 820,5 milhões para a Petrobras encerrar disputas judiciais com a Astra e adquirir a segunda metade da planta. A primeira metade havia sido comprada em 2006 por US$ 360 milhões.

Sinedino disse que se absteve pois havia uma decisão favorável sobre o caso na Justiça em primeira instância que dava chances de vitória à estatal. Não se tinha, na época da reunião, disse, dimensão de prejuízo da estatal, já que o valor de compra da refinaria pela belga Astra, em 2005, foi omitido do conselho de administração.

O valor de US$ 42,5 milhões foi revelado apenas um mês depois, em 11 de julho de 2012, pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, após investigação própria. A existência das falhas do contrato não foi registrada na ata. A existência delas também foi negada ao jornal um mês depois, quando a reportagem indagou a empresa sobre a possibilidade de erros no contrato. “Nós não identificamos falha no contrato”, disse, via assessoria de imprensa, em 11 de julho de 2012.

O jornal “O Estado de S. Paulo” detalhou as falhas no contrato, como a cláusula de rentabilidade, a opção de venda pelos belgas (“put option”) e irregularidades no estoque, em maio de 2013. A Petrobras só abriu investigação interna na semana passada.

Dinamarca

Pasadena. O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli participou de uma reunião em Copenhague, na Dinamarca, na qual foram acertados detalhes para a compra da refinaria.

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