Maioria dos focos de dengue está em casas, diz SMS de Campina Grande

Secretaria realiza ações de prevenção contra doença nesta sexta-feira (28); município está em situação de médio risco de transmissão

iG Minas Gerais | Da redação |

Técnico em ação contra a dengue em residência
sms de campina grande / divulgação
Técnico em ação contra a dengue em residência

Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde de Campina Grande, divulgado na quinta-feira (27), apontou que 84,3% dos focos de dengue encontrados no município estão localizados em tonéis, tanques e cisternas dentro das residências. Em 2014, já foram registrados 174 casos da doença na cidade, e uma pessoa morreu.

Nesta sexta-feira (28), a secretaria está realizando uma série de ações no Centro da cidade para conscientizar a população sobre os cuidados na prevenção da doença.

De acordo com a gerente de vigilância ambiental e zoonoses de Campina Grande, Rossandra Oliveira, este índice é preocupante pois mostra que a maior parte dos mosquitos não está em terrenos baldios e sim dentro de casa. “A luta contra a dengue é uma luta diária e não podemos perder vidas por conta de uma doença que é evitável”, disse Rossandra.

A gerente explica que a maior dificuldade encontrada pelos agentes de vigilância no combate ao mosquito são as residências fechadas, o que impede a entrada dos agentes para a imunização. “Entendemos que muitas pessoas trabalham e estudam e por isso pedimos que colaborem conosco entrando em contato com a secretaria e agendando a visita do agente, para que assim possamos reduzir os focos na cidade”, completou Rossandra.

Cidade tem 2,2% de infestação

De acordo com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS)  entre os dias 10 e 14 de março nos bairros campinenses e na zona rural do município, Campina Grande está com um índice de 2,2% de infestação do mosquito, representando uma situação de médio risco para a transmissão da doença.

Na pesquisa, o bairro Malvinas II apresentou o maior índice de infestação, com 5,1%, seguido do distrito de Galante, com o percentual de 3,5% de infestação, Malvinas I (2,6%), distrito de São José da Mata (2,5%), Três Irmãs (2,4%), Serrotão (2,1%) e Vila Cabral (2%). Os outros bairros apresentaram menos de 2% de infestação e são considerados como de baixo risco de transmissão.

 

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