Bate debate 28/03/2014

iG Minas Gerais |

Cia. Carochinha

Mayron Rodrigues

Diretor da Economia Popular Solidária   

A Carochinha é a Mamãe Ganso luso-brasileira (uma senhora que contava histórias para crianças da época vitoriana). Os companheiros da carochinha seguem a mesma linha, contam histórias, fantasias e fábulas. Atualmente, em vários locais, principalmente nas redes sociais, acompanhamos muitos contos da carochinha, contados muitas vezes por personagens “fictícios” ligados a antigos governos, da esfera federal, estadual ou municipal. Esses personagens, mais conhecidos como “fakes”, disparam várias críticas, em sua grande maioria, ataques pessoais e sem nexo, sem conteúdo concreto. Fazem isso para denegrir e desgastar a imagem de atuais gestores. Pela ausência de fatos, usam, para comparações administrativas entre um governo e o outro, contos da carochinha, tentando, assim, justificar suas críticas. Contam, como se fossem verdade absoluta, histórias pra boi dormir de obras e ações de antigos governos, tentam o tempo todo ludibriar a sociedade, como se todos fossem criancinhas inocentes; porém bobo é quem pensa que o povo é bobo!

Como disse o crítico francês François La Rochefoucauld, “a maneira mais segura de ser enganado é julgar-se mais esperto que os outros”. Convido todos a uma reflexão: se esses “anônimos” que julgam fazer críticas em prol de uma cidade melhor, de um país melhor querem de fato contribuir para a construção da sociedade, vamos desafiá-los a deixar as críticas vazias, os ataques pessoais, os preconceitos e atitudes imorais e a se identificar com muitos que, mesmo não concordando com uma ou outra atitude de determinado governo ou gestor, apontam respeitosamente o erro ou falha, sugerindo, inclusive, possíveis soluções; pessoas coerentes que têm nome, sobrenome e principalmente coragem e hombridade até para criticar. Pessoas reais que não chamam ninguém de favelado, sem braço, bandido, drogado etc. Vivemos em um país democrático, onde podemos opinar, participar, criticar, sugerir, apresentar propostas, projetos etc. Vivemos em uma cidade que independentemente de qual seja a região, escolaridade ou meio social, há mecanismos que nos possibilitam contribuir com seu desenvolvimento, na área de educação, saúde, esporte, cultura e outras.

Hoje em nossa cidade temos canais de participação popular como o Planejamento Participativo, Brigada da Limpeza e até o Gabinete Itinerante, quando o prefeito vai pessoalmente a todos os cantos da cidade prestar contas e dialogar com a população, fazer o que os covardes “fakes” não fazem, que é olhar no olho para resolver os problemas. Além disso, temos outros espaços de debate e construção social como as associações comunitárias, os fóruns e conselhos municipais. Devemos saber utilizar de forma responsável as ferramentas tecnológicas que hoje temos, como Facebook, Twitter, blogs etc., pois são de grande importância grupos na internet como o respeitado Fiscalizando Contagem, no Facebook, que reune várias pessoas inteligentes que querem de fato uma sociedade melhor e fazem debates democráticos em prol de Contagem. Porém infelizmente quando esses debates ficam em torno de personagens fictícios, se tornam debates sem regras, sem respeito, com ataques sujos, pois esses personagens se sentem seres superiores aos demais, contam histórias pra boi dormir e vivem em um mundo de fantasias.

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