Execuções aumentam em 14%

iG Minas Gerais |

LONDRES, Reino Unido. Em todo o mundo há mais de 23 mil prisioneiros condenados à morte, e em 2013, cerca de 2.000 pessoas se juntaram a esse grupo. Embora um número cada vez menor de países adote a pena capital, o número de execuções teve um aumento em 2013.

Segundo o relatório anual da Anistia Internacional, publicado ontem, pelo menos 778 condenados à morte foram executados no último ano, sendo 538 no Irã e no Iraque. Em 2012, o número ao redor do mundo foi de 682.

“A onda de execuções que aconteceu em países como Irã e Iraque foi vergonhosa. Apenas um pequeno grupo de países é responsável por estes números, e tendência a longo prazo é bem clara: a pena de morte está se tornando algo do passado. Pedimos aos países que ainda matam seus prisioneiros que suspendam a medida imediatamente, e que a abandonem no futuro”, afirmou o secretário-geral da Anistia Internacional Salail Shetty.

segredo. A Anistia Internacional não obteve o registro das execuções na Coreia do Norte e na Síria, e também não pode confirmar o número de pessoas executadas no Egito, que condenou mais de 500 pessoas à morte no início da semana. A soma também não inclui os números da China que mantém os registros de execuções de prisioneiros em segredo. O ministro das relações exteriores da China, Hong Lei, acusou a Anistia Internacional de preconceituosa, afirmando que “o órgão sempre tem opiniões tendenciosas contra o país”.

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