Ciência atesta, mas CFM não reconhece

iG Minas Gerais |

Pouco explorada no Brasil, a apiterapia é objeto de estudos no mundo. “O uso para artrite e reumatismo já é consolidado”, afirma o pós-doutor em genética David De Jong, que coordena o laboratório de abelhas Apilab da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Pesquisas publicadas em conceituados periódicos científicos reportam efeitos positivos do uso de veneno da abelha no tratamento de artrite reumatoide, Parkinson, dor lombar crônica e até câncer, ou para tratamentos estéticos. “Um dos principais compostos do veneno é a meletina, proteína que ajuda na redução de linhas de expressão”, explica o pesquisador.

A apiterapia não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a prática não é recomendada nem condenada. Diversos países, porém, já a utilizam. “Cuba tem problemas de divisas e liberou o uso da apiterapia para ter uma alternativa à indústria farmacêutica”, exemplifica o pesquisador. Coreia, China e EUA são outros exemplos de onde as técnicas apiterápicas são exploradas. (RS)

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