Paralamas volta a BH ainda em clima de festa

Banda carioca visita novamente a capital com turnê que celebra os 30 anos de trajetória no rock brasileiro

iG Minas Gerais | fabiano fonseca |

Original. Com a mesma formação, Paralamas do Sucesso perpassa suas três décadas de atividade musical
fotos: mauricio valadares/divulgação
Original. Com a mesma formação, Paralamas do Sucesso perpassa suas três décadas de atividade musical

A conta já passou dos 30, mas os Paralamas do Sucesso seguem celebrando as (mais de) três décadas de trajetória musical como uma das principais referências do rock nacional.

De volta a Belo Horizonte, amanhã, a banda de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone aporta no Chevrolet Hall para mais um capítulo dessa festa – que começou há cerca de um ano, passando, inclusive, pela capital mineira. “Estamos voltando a algumas capitais com essa turnê e estamos felizes de voltar a BH. Viemos em um momento conturbado, com aquela série de manifestações por todo o Brasil, no mano passado, mas fizemos um grande show”, relembra o baterista João Barone.

Assim como em 2013, Barone adianta que o show deste sábado perpassa a carreira do Paralamas, com sucessos como “Meu Erro”, “Lanternas dos Afogados”, “Ela Disse Adeus”, dentre outros, além de alguns covers. “São algumas homenagens que a gente mantém ao longo da carreira. O grande apelo é a maneira como roteirizamos o show, com canções clássicas dessa trajetória. O apelo visual também é um aspecto que ressalto nessa turnê, com projeções de imagens da banda ao longo desses 30 anos. É um show que teve grande receptividade por onde passamos e estamos estendendo essa comemoração”.

“Não criar a fama para deitar na cama”. É assim que o baterista João Barone explica a longevidade do Paralamas do Sucesso. “Uma coisa que vem muito do Herbert (Vianna), que sempre quer ver adiante, é pensar em tudo como o recomeço de um ciclo. E acho que isso orienta nossa maneira de funcionar como banda, e que mantém a gente há tanto tempo na estrada”, completa.

Para Barone é, de certa forma, difícil analisar uma trajetória tão longeva e bem-sucedida como a do Paralamas. “A gente se assusta um pouco ao olhar todo esse caminho, mas somos privilegiados por manter tudo isso, com a formação original e por tudo que já passamos. Há um ‘lema’ na banda, no qual brincamos que estamos mais longe dos anos 80 e mais próximos dos 80 anos. Nós gostamos muito do que fazemos, e estar na estrada é uma felicidade grande para todos. Esperamos manter esse caminho, de uma maneira orgânica, simples”, projeta o músico.

Talvez o que explique uma trajetória de peso como a do Paralamas esteja, acima de tudo, no serviço prestado ao rock nacional desde o início dos anos 80, diferenciado por uma sonoridade repleta de elementos e gêneros distintos, que passam do punk ao ska. “A gente foi usando todos os elementos e as referências que tínhamos como fãs de música para formar nossa própria assinatura. Colocamos isso em um caldeirão e fizemos nosso som. A coisa foi encontrando seu próprio caminho”, conta Barone, ressaltando a dificuldade em rotular a sonoridade do Paralamas do Sucesso.

A assinatura da banda, para Barone, evidenciou-se mais a partir de “Selvagem?”, terceiro álbum na discografia do Paralamas, lançado em 1986. “Ali foi o momento de afirmação da banda, onde a gente arriscou coisas diferentes. Com o disco, a gente conseguiu uma plataforma para ganhar respeito, consideração dos fãs, críticos e artistas mais consagrados”, afirma, apontando ainda a participação na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, como decisiva na afirmação do grupo no rock nacional.

Para quem ainda tem fôlego de sobra para mais 30 anos de estrada, João Barone adianta que o Paralamas já começa a pensar em novo material, com a intenção de trabalhar logo ao término da Copa do Mundo. “Ainda é muito embrionário, não dá para adiantar nada. Mas vamos, sim, trabalhar em novo álbum”.

Serviço. Paralamas do Sucesso. Amanhã, às 22h, no Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Ingresso (4º lote) a R$ 45 (meia entrada) e R$ 90 (inteira)

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