Em primeiro encontro com Papa, Obama diz ser um 'grande admirador'

Em público, Obama e Francisco conversaram durante meia hora e, depois, se reuniram privadamente durante 52 minutos; John Kerry, também acompanhou o encontro

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Obama conversou com Francisco sobre a questão do aborto e a prevenção contra a gravidez
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Obama conversou com Francisco sobre a questão do aborto e a prevenção contra a gravidez

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrou nesta quinta-feira com o papa Francisco no Vaticano. Obama se intitulou como um "grande admirador" do pontífice. No entanto, as principais questões da visita, sobre aborto e métodos contraceptivos, terminaram com a Igreja e os EUA em lados opostos.

Em público, Obama e Francisco conversaram durante meia hora e, depois, se reuniram privadamente durante 52 minutos. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, também acompanhou o encontro.

Obama é o nono presidente norte-americano a fazer uma visita oficial ao Vaticano. A última visita havia sido ao Papa Bento XVI, em 2009.

No encontro desta quinta-feira, Obama conversou com Francisco sobre a questão do aborto e a prevenção contra a gravidez. Segundo autoridades do Vaticano, o papa teria demonstrado suas opiniões sobre as leis e programas de saúde da Casa Branca, além do projeto para popularizar os métodos contraceptivos em território americano.

Bispos dos EUA têm se demonstrado como principais opositores ao programa Obamacare, que concede um cobertura obrigatório à contracepção. Em um encontro recente do secretário Kerry com o cardeal Pietro Parolin, o Vaticano chegou a emitir uma nota onde alega "preocupação com as reformas nos EUA".

Francisco mantém a linha de outros papados e segue fielmente a doutrina contra o aborto, mas ressalta que quer a igreja católica como um lugar acolhedor em vez de uma igreja moralizante.

"Dada a sua grande autoridade moral, quando o papa fala ele carrega um enorme peso", disse Obama em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera. "Ele pode levar as pessoas ao redor do mundo a parar e talvez repensar atitudes velhas e começar um ao outro com mais decência e compaixão". 

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