Brasil dá ‘cartão de visitas’

Convidados do governo, repórteres estrangeiros quase foram assaltados no Rio de Janeiro

iG Minas Gerais | Da Redação |

Cartão postal. Música “Garota de Ipanema”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, tornou praia do Rio de Janeiro conhecida no mundo todo
Felipe Dana
Cartão postal. Música “Garota de Ipanema”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, tornou praia do Rio de Janeiro conhecida no mundo todo

A tentativa do governo brasileiro de melhorar a imagem do país às vésperas da Copa do Mundo acabou sendo um tiro pela culatra. Reportagem publicada ontem pelo UOL mostra que seis jornalistas estrangeiros que vieram ao Brasil a convite da Embratur sofreram uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro, no mês passado, quando caminhavam pelo calçadão de Ipanema.

O grupo de seis repórteres, dos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, esteve em território nacional entre 16 e 22 de março para conhecer três cidades, Manaus, Fortaleza e a capital fluminense, a última parada do grupo, que ficou em hotéis cinco estrelas, foi a restaurantes caríssimos e fez passeios de helicóptero, tudo bancado pelo contribuinte.

Até a chegada ao Rio de Janeiro, a viagem correu sem problemas. Porém, na primeira noite na cidade, os estrangeiros resolveram ficar até mais tarde em um restaurante e os representantes do governo brasileiro que acompanham o grupo o deixou sozinho. Na volta para o hotel, à pé, por volta das 2h, os jornalistas foram cercados por um grupo de adolescentes armados com facas. Assustados, eles começaram a gritar e foram acudidos por pessoas que estavam na rua. Os infratores foram embora sem levar nada.

A tentativa de assalto acabou integrando a reportagem que Ian Hebert escreveu para o jornal inglês “The Independent”, publicada no último domingo, sob o título “Copa 2014: é caos no Brasil, mas não entre em pânico”.

A matéria, bem-humorada, descreve a tentativa de assalto, fala sobre o atraso na entrega dos estádios e aborda também os problemas de infraestrutura, como a situação caótica dos aeroportos e o precário sistema de transporte público.

“Não gostaria de deixar como marca desta nossa viagem esse episódio lamentável. Nós fomos muito bem tratados. Conhecemos lugares e cidades maravilhosas”, disse Hebert ao UOL.

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