Pesquisas eleitorais que frustram esperanças

iG Minas Gerais |

Pode-se argumentar que, longe no horizonte, o quadro eleitoral flagrado por seguidas pesquisas de institutos especializados é suscetível de mudanças. Ocorre que a alegação pode ser aproveitada pelos apoiadores da candidata à reeleição por mostrar solidez, reiterada pelos resultados apurados. Na minha opinião, a constante vitória da candidatura lulopetista, tanto mais assustadora quanto já obtida no primeiro turno, mostra que o Brasil, redemocratizado há mais de 20 anos, continua padecendo da demência, com pequenos intervalos de lucidez, que o atormentou e atormenta, por meio do uso inescrupuloso do engodo, da mentira, do populismo, da utilização escandalosa da máquina pública e do desprezo pelos mais comezinhos princípios éticos. Vale fixar breve foco na postulante patrocinada pela insaciável coligação governamental, useira e vezeira na manipulação despudorada da massa ignorante existente na maioria do colégio eleitoral. A sra. Rousseff, candidata pelo talento maligno de um só político, descomprometeu-se com os deveres e responsabilidades do alto cargo que ocupa para fazer política em tempo integral, se é que algum dia governou. Na primeira eleição, fosse o Brasil minimamente organizado por respeitáveis fundamentos culturais, não teria a mais remota possibilidade de ser lançada à investidura presidencial, nem que fosse por uma dessas desprezíveis legendas nanicas, que só enlameiam e desmoralizam o sistema político-partidário, até porque nem sequer encontraria préstimos que lhe fossem oferecidos. Carente de qualquer militância político-democrática, como a de vereadora no interior gaúcho, nada lhe estaria disponível. Eis que, não obstante, de repente, o presidente da República não se contenta em fazê-la duas vezes ministro de Estado. A propósito, foi no âmbito de uma dessas pastas, a de Minas e Energia, que a sua péssima gestão se mostrou mais nítida e perigosa para o país pelos problemas que não resolveu e aqueles outros que gerou. Dentre as vítimas do seu mandonismo, dispensável é citar inúmeras empresas do setor energético e a mais emblemática do setor público brasileiro, a Petrobras, que o povo tem corretamente como sua, ao lado de muitas outras menos simbólicas. A gestão na Presidência da República, sob o tacão do seu curador, não passou de danosa lástima. Mais grave: sem possuir o talento e a qualificação profunda que exige a condução da República, o patrocinador, acolitado pelos profissionais desrespeitosos da nobre profissão de marqueteiros, justificou a decisão ao seu modo: após seus feitos de estadista (coitadas das almas de Churchill, de Gaulle, Napoleão e muitos outras), de cujas vidas o patrono parecia nada saber, proclamou que a hora recomendava uma brizolista e depois petista de grande valor, vulgarmente chamada de “gerentona”, o que jamais foi. O lulopetismo é o mais ruinoso uso político da nossa história administrativa.

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