Há um clima de protelação na eleição da FMF

iG Minas Gerais |

O compadre jornalista Rodrigo Zubreu já dizia: “Pasto seco, moita verdinha, boi não sai de perto de jeito nenhum”. É o que os experts em eleições de entidades, principalmente esportivas, estão avaliando sobre a postura dos interventores nomeados pela Justiça para comandar o processo sucessório da Federação Mineira de Futebol. Eles são quatro: dois administrativos e dois eleitorais; os dois primeiros ganham R$ 12 mil mensais cada; os outros, R$ 9.000. A Justiça determinou que o edital de convocação do pleito fosse publicado até o dia 28 de março, com prazo de cinco dias, a partir daí, para a inscrição de chapas concorrentes, e a eleição até o dia 28 de abril. Daqui não saio! Só que, alegando que muitas ligas do interior estão sem “Certificado de Existência”, esses interventores querem que a Justiça estenda esses prazos e adie por mais não se sabe quanto tempo a eleição. Sabe como é, né?! Tem eleição na CBF daqui umas semanas, depois Copa do Mundo, ano eleitoral nacional, cortejadas daqui, mordomias dali, salamaleques e coisas tais. De repente! E vai que, de repente, nenhum dos três candidatos já colocados agrade à maioria do colégio eleitoral de plantão e resolva querer votar no interventor de mais prestígio na cúpula para que ele se torne o novo dono do futebol mineiro? Olho vivo Que os clubes e ligas fiquem atentos porque a situação pode ficar pior do que estava na FMF. Em momentos assim é que oportunistas se aproveitam e se apossam de entidades desse tipo. Como fizeram, por exemplo, Ricardo Teixeira, apoiado por Havelange, na CBF; e Julio Grondona, na AFA, apoiado pela ditadura militar argentina. Depois, foram quase 25 anos para que Teixeira caísse, e Grondona já passa dos 30, sem esboçar risco de queda. Nova chapa Depois do ex-prefeito de Nova Serrana, Paulo César de Freitas, e do ex-presidente da Liga de Ipatinga, doutor Silvestre Antônio, foi lançada a candidatura do advogado Castellar Guimarães Neto para a presidência da Federação Mineira de Futebol. Sangue novo Castellar Neto é um dos nomes mais conhecidos da nova safra de grandes advogados mineiros e o mais jovem dos candidatos: 31 anos, formado pela Escola de Direito da Fumec, pós-graduado pela PUC-MG e mestre pela Universidade de Sorbonne, de Paris. Terá como vice Ernani do Carmo, presidente da Liga de Contagem, diretor do Departamento de Futebol Amador da FMF; apoiado por Katita, ex-jogador do Cruzeiro, Atlético, atual diretor do DFA da Federação e que muitas ligas queriam como candidato também.

Erro de bandeira O diretor do América Caio Salum disse que o Coelho estava revoltado com o bandeira – que bateu boca e ironizou o banco do América no clássico contra o Atlético e que seria o Wesley Moreira de Carvalho. Não conferi, escrevi na coluna passada e tomei justo puxão de orelha do próprio Wesley, que estava do outro lado e não teve nada a ver com a história. O auxiliar da ira americana é o Celso Luiz da Silva. Que Wesley me desculpe pelo erro.

Boa disputa Castellar é filho do ex-procurador geral de Justiça e ex-secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos de Minas Gerais, doutor Castellar Guimarães Filho, conselheiro do Atlético. Uma disputa interessante, na qual o Paulo César é apoiado pelo Cruzeiro; Castellar Neto pelo Atlético; e Silvestre Antônio sai com apoio de ligas do interior. E há os apoios paralelos: Castellar conta com a simpatia do doutor Paulo Schettino, ex-presidente da FMF, e Paulo César é amigo do senador Zezé Perrella. Ainda não sei a posição do América.

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