Novos olhares encorajados por performances acrobáticas

Cia Nós no Bambu apresenta seu mais novo espetáculo “Teia (Paralaxes do Imaginário)”, no Sesiminas

iG Minas Gerais |

Intérpretes utilizam de bambu como objeto e suporte na peça
daniel lavenere / divulgação
Intérpretes utilizam de bambu como objeto e suporte na peça

Há 12 anos, o professor de educação física Marcelo Rio Branco inventou o método Integral Bambu, que baseia-se em princípios de autonomia, longevidade funcional e sustentabilidade para concepção de exercícios físicos. Alguns dos primeiros adeptos pegaram algumas técnicas do sistema e as levaram para os palcos dando início à Cia Nós no Bambu, de Brasília, que apresenta o espetáculo “Teia (Paralaxes do Imaginário)”, no Teatro Sesiminas. Assim como nos outros espetáculos do grupo, o bambu é a base dos cenários além de suporte para as acrobacias performáticas dos intérpretes. “Somos uma equipe de circo contemporâneo, pois temos uma linguagem muito eclética, utilizamos de um objeto com base e colocamos nossos corpos em risco”, enumera a criadora e diretora artística da Cia, Poema Mulhenberg. Atualmente formado por cinco mulheres, o grupo chega à capital mineira para encenar o quarto espetáculo da companhia. “Fomos contemplados pelo Edital de Manutenção da Petrobras e durante dois anos pesquisamos e construímos a peça, focando em duas vertentes: nas esculturas artesanais de bambu e no aprimoramento dos integrantes”, comenta Poema. Para isso, o grupo convidou o diretor italiano Roberto Magro, que trouxe consigo o músico e compositor belga Laurent Delforge. A dupla, juntamente com outros profissionais de circo e de dança convidados, foram fundamentais para elaboração da obra, segundo a diretora. “Conseguimos criar um vocabulário para nossos movimentos além de células coreográficas”, diz. O resultado é um espetáculo que não possui uma narrativa linear (é na verdade, “aberta a interpretações”, segundo Poema) e que, por meio da estética, apresenta imagens que incitam o espectador a explorar as encruzilhadas da vida por diversos ângulos. “Queremos estimular as pessoas a entenderem que um mesmo objeto pode assumir contornos diferentes de acordo com o ângulo do observador (definição de paralaxes). No espetáculo, os corpos deixam de ser corpo e o bambu deixa de ser bambu, em certos momentos”, conclui Poema. Agenda O quê. Peça “Teia (Paralaxes do Imaginário)” Quando. De hoje a sábado, às 21h, e no domingo, às 19h Onde. Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia) Quanto. Quinta e sexta R$ 50 (inteira) e sábado e domingo R$ 60 (inteira) 

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