Especialista questiona tarifa

iG Minas Gerais |

O especialista em planejamento de transportes e professor de engenheira civil da UFMG Dimas Gazolla questiona a forma como são definidos os itens que compõem a passagem de ônibus da capital. Segundo ele, há grandes margens de valores e falta controle por parte da BHTrans.

A fórmula que determina o aumento da tarifa leva em conta custos com manutenção do serviço, como combustível, mão de obra, despesas administrativas, peças e acessórios. Ela considera ainda a inflação do período e a garantia da Taxa Interna de Retorno (TIR).

“A maioria dos itens tem margem grande, como o consumo médio de combustível. Tem fabricantes de ônibus que falam em 4 km/litro e outros em 9 km/litro. Dependendo do índice usado, dá muita diferença nos custos. A tarifa de Belo Horizonte está muito cara”, argumentou.

Segundo Gazolla, há outro item questionável: o fato de a empresa de ônibus pagar dois funcionários, mas cobrar nos custos por quase três, considerando que a pessoa pode faltar ou passar mal. “Há também a recapagem dos pneus, calculada como feita só uma vez, mas as empresas fazem até três vezes”.

O Ministério Público solicitou, em 2013, informações sobre a composição do preço. “A BHTrans precisou fazer a auditoria porque provavelmente não tinha esses dados. O contrato prevê um reajuste anual, mas sem a clareza das informações, não se pode consolidar um aumento”, afirmou o promotor Eduardo Nepomuceno. (JS)

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