Exemplo de vida

iG Minas Gerais |

Na semana passada, recebi um texto enviado por uma leitora, que conta a história de seu irmão que, para ela, é um exemplo de alguém que sempre soube cuidar de sua vida financeira. Para ela, Daniel, mesmo quando ganhava muito pouco, sabia que tinha de economizar algo para permitir alçar voos cada vez maiores. E, pouco a pouco, foi conquistando seus sonhos sempre contando com uma disciplina financeira muito grande. A seguir, ela conta com mais detalhes toda a trajetória do irmão. “A história da vida financeira de Daniel Borges pode ser um exemplo para muitos belo-horizontinos como ele. Desde os 7 até hoje, aos 33 anos, economiza de forma exemplar. No início, com as rendas do seu trabalho. Exerceu várias profissões: vendedor de jornal, atendente de sacolão. Guardava suas economias debaixo do colchão. Aos 12 anos, se viu obrigado a abrir uma caderneta de poupança. A mãe, dona de casa, Maria de Lourdes, aos prantos dizia: ‘O menino nem cresceu ainda, já quer abrir conta no banco’. Foi padeiro aos 14 anos. Mesmo trabalhando, não se esquecia dos estudos. Aos 18 anos, trabalhando como taxista, todos os dias, passava no banco e guardava mais uma quantia para investir em seus sonhos futuros. Comprou um carro, modelo Monza, ano 86, à vista. Depois deu entrada de R$ 3.000 em um lote. Fez um consórcio de um carro e, aos 20 anos, negociou o carro como entrada em um apartamento. Eram tantas prestações que ele não podia parar. Sua rotina era: trabalho, estudo e casa, mas sempre separava uma quantia para seu lazer. Nessa mesma época, a responsabilidade financeira aumentou, pois constituiu família. Ele dizia para sua esposa, Raquel: ‘O taxista é autônomo, e como recebe as corridas todo dia, tem que depositar sempre ao fim do expediente, porque pode acabar gastando’. Da profissão de taxista, aos 23 anos, com todas as parcelas dos bens quitadas, resolveu comprar um caminhão. Passou a exercer uma nova profissão, transportando aços. Recebia semanalmente, e reservava parte de sua remuneração semanal para a manutenção e as despesas familiares, e o restante guardava no banco. Nas despesas de casa sempre faz uma lista e comparações, do melhor produto e melhor preço. Afirmava sempre: ‘Não é viável comprar um produto barato, visto que o sucesso do consumidor é quando se compra produtos em oferta e com qualidade, seja a aquisição de qualquer espécie’. Aos 29 anos, vendeu o seu caminhão e, com suas economias, adquiriu duas lojas de roupas. Aí, a matemática financeira começou a ampliar: despesas fixas e eventuais das lojas. Como bom administrador, sempre que possível procura comprar à vista e com desconto, para se ter o melhor produto e conquistar clientes com ofertas nas peças de roupas e amplo atendimento. Hoje está cursando faculdade de direito, aos 33 anos, perto de se formar. Reserva parte de seus investimentos para garantir o tão sonhado diploma de bacharelado em direito. Conquistando um sonho após o outro, o administrador financeiro mirim se tornará um grande advogado”. Neste mês, continuo com a promoção do livro “Meu Dinheiro”, buscando que mais pessoas possam adquiri-lo. Os leitores interessados podem me enviar um e-mail que retorno com as indicações de como proceder. No livro, são discutidos temas importantes sobre finanças pessoais de uma forma que ajude os leitores a melhorar o seu relacionamento com o dinheiro. Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br

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