Uma artista do tamanho da grandeza dos fãs

iG Minas Gerais | Ludmila Azevedo |

Maria Rita costuma observar, em reverência, suas plateias lotadas
vicente de paulo/ divulgação
Maria Rita costuma observar, em reverência, suas plateias lotadas

Nem bem chegou às lojas e “Coração a Batucar” já foi ovacionado pela legião de fãs que Maria Rita conquistou desde que decidiu soltar a voz, no início dos anos 2000. Na página oficial da artista no Facebook, com mais de um milhão de seguidores, o clima é de festa. Afinal, poucas horas depois de disponibilizar o álbum no iTunes, ela foi alçada ao primeiro lugar com aquele empurrãozinho da cultura de likes e compartilhamentos.

“Eu anunciei que o disco estaria disponível na loja virtual nos meus perfis na internet. Quando me dei conta, estava atrás da Shakira, em segundo lugar. Aí fiz uma brincadeirinha no meu instagram com a hashtag #tecuidashakira. E não é que hoje (ontem) de manhã, em menos de 12 horas, eu estava em primeiro lugar? Eu sempre me surpreendo com esse carinho, essa receptividade. Tenho muita gratidão por quem admira meu trabalho”, diz.

Energia. Maria Rita conta que faz uma espécie de exercício quando está no palco e, em diversos momentos, flerta com sua plateia para captar sensações de quem comprou o disco, memorizou as músicas, pagou o ingresso, correu para chegar pontualmente naquela apresentação.

“É engraçado que eu nem tinha planos de virar cantora e me lembro de uma conversa com o meu pai sobre a importância de se relacionar com o público. Ele falou de uma maneira tão bonita e poética que me marcou para sempre. Eu gosto da espontaneidade dessa relação. Por isso, faço essas observações durante os shows. Fico tomada por uma emoção genuína e espontânea, é uma conexão forte. Eu jogo as minhas músicas para o mundo e ele a absorve das mais diversas maneiras”, diz.

“Coração a Batucar” vai chegar às lojas, com um pequeno atraso causado pela fábrica, no dia 12 de abril. Em maio, a cantora já tem pelo menos dez espetáculos agendados. O ritmo será interrompido pela Copa do Mundo. “Esse é um ano bem atípico né? Estamos trabalhando com muita dedicação, porém com esses limites”, explica.

Para Maria Rita, é um desejo grande de que o máximo de cidades sejam contempladas. “No meu mundo ideal, eu me apresentaria em cada canto onde existam seguidores tão queridos”, diz. E Belo Horizonte tem um lugar cativo, de acordo com ela. “Na última vez que me apresentei na cidade, não conseguia cantar. A plateia cantou, me carregou no colo, fez um show mais completo do que o meu. É um encontro que dá sempre um gás e uma troca boa de energia”, completa.

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