Ação claramente eleitoral

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Cardozo convocou coletiva para defender Dilma sem avisá-la
Isaac Amorim/ AGMJ
Cardozo convocou coletiva para defender Dilma sem avisá-la

Brasília. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou ontem que a representação protocolada pela oposição na Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff na compra da refinaria Pasadena (EUA) pela Petrobras, em 2006, tem “clara intenção” de transformar o caso em “embate político-eleitoral”.

Cardozo convocou uma coletiva de imprensa exclusivamente para tratar do assunto, mas disse que o fez por conta própria, sem ter conversado com a presidente a respeito, e com o objetivo de “esclarecer os fatos”. Isso porque, segundo ele, a representação apresenta “omissões” e “inverdades”.

“Tenho o dever de informar que nesta representação nenhum fato novo foi apresentado. Nada além daquilo que já havia sido noticiado pela imprensa, nada além do que já está sendo investigado foi acrescentado nesse pedido à PGR e, portanto, nos parece a clara intenção desta representação se projetar na perspectiva de transformar em embate político-eleitoral uma investigação que deve ser feita de maneira absolutamente séria, rigorosa e correta”, disse o ministro.

Cardozo lembrou que o fato já estava sendo investigado pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria Geral da União. Segundo ele, o inquérito deve primeiro investigar os fatos, o que já está sendo feito, para só então investigar a atuação das pessoas envolvidos no fato, por isso não haveria motivo de abrir essa nova investigação “exclusivamente” contra a presidente, já que não houve novos fatos nem novos documentos apresentados.

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