Cruzeirenses se revoltam com punição da Conmebol sobre o Garcilaso

Dedé e Ricardo Goulart não pouparam críticas ao tratamento dado pela entidade que rege o futebol sul-americana ao clube peruano

iG Minas Gerais | BRUNO TRINDADE |

Seriedade. Zagueiro Dedé falou sobre a importância do Campeonato Mineiro para a equipe celeste
GUSTAVO BAXTER/ O TEMPO
Seriedade. Zagueiro Dedé falou sobre a importância do Campeonato Mineiro para a equipe celeste

Se a diretoria do Cruzeiro não quis se manifestar sobre a punição branda recebida pelo Real Garcilaso (PER) por causa das atitudes racistas de sua torcida contra o volante Tinga, os jogadores do Cruzeiro falaram e não perdoaram a falta de rigor da Conmebol.

Na tarde desta terça-feira, em entrevista coletiva, os cruzeirenses acharam um absurdo que um caso tão grave tenha sido tratado com tando desdém pela entidade que rege o futebol Sul-Americano.

“Essa punição foi ridícula. Foi uma punição simples porque eles não sentiram na pele o que o Tinga sentiu, e o que a nossa equipe sentiu. A discriminação é a pior coisa que um ser humano pode fazer com o outro. Eles (Conmebol) foram muito fracos, todos estão criticando, só quem sentiu na pele sabe o que é ser discriminado. Não fui insultado diretamente, mas estava próximo do companheiro, de cor de pele igual. Não sei se senti igual ao Tinga, mas me senti muito mal também”, declarou o zagueiro Dedé.

O meia-atacante Ricardo Goulart considerou um absurdo a punição dada aos peruanos pela Conmebol. “Não existe pagar em dinheiro por um caso desses. Infelizmente, o mundo é movido a dinheiro. Acho uma sacanagem essa punição. A Conmebol tinha que ser mais rigososa. A gente já superou isso aí e esperamos que não aconteça mais”, afirmou o jogador.  

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