Homem que assaltou dez táxis em um mês é apresentado pela polícia

A cada três dias, um táxi era assaltado

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Um homem de 37 anos, apontado como autor de pelo menos dez assaltos à taxistas somente no último mês, foi apresentado pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (25). Reginaldo Pereira de Souza pegava os táxis na região central e, após efetuar o roubo, abandonava os veículos próximos de sua residência, no bairro Engenho Nogueira, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Segundo o responsável pela 3ª Delegacia Noroeste, delegado Magno Machado Nogueira, o suspeito agia com uma média de um assalto a cada três dias. “Até o momento já o identificamos como autor de assaltos contra dez taxistas em um intervalo de 30 dias. O suspeito atuava preferencialmente à noite, porém, também registramos casos em que ele agiu pela manhã”, lembrou o delegado.

Após abordar os taxistas, Souza anunciava o assalto usando uma faca. Após pegar o dinheiro, ele abandonava o taxista e levava o veículo. “Os carros eram abandonados próximos da casa dele, pois ele poderia observar a movimentação policial, como se fosse uma base mesmo”, explicou Nogueira. Ainda segundo o policial, o suspeito cometia os crimes para alimentar o seu vício em crack. “A cada dez assaltos sofridos por taxistas, seis dos assaltantes estão ligados diretamente ao tráfico, ou como traficante ou como usuário”, afirma o delegado.

A prisão

Souza foi preso na última sexta-feira (21) pela Polícia Militar (PM). Segundo o comandante da 17ª Companhia do 34º Batalhão, major Rogério Lisboa, um táxi foi abordado pela polícia em uma blitz no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, e não obedeceu a ordem de parada. “Os policiais acompanharam o veículo, que foi abandonado no bairro Engenho Nogueira. Em contato com moradores, a casa do suspeito foi indicada como o local onde a pessoa que saiu do táxi entrou”, lembra o militar.

Na casa, onde Souza vivia com a mãe, a chave do táxi foi encontrada no bolso dele, quando a sua prisão foi decretada. Em sua defesa, o suspeito alegou que não teria como ter participado do assalto, já que ficou três dias dentro de casa, fazendo consumo de crack.

O acusado já cumpriu mais de dez anos de prisão e foi solto recentemente, retomando a prática dos crimes.

Violência

Em novembro do ano passado cerca de 50 taxistas interditaram o trânsito no cruzamento das avenidas Afonso Pena com Amazonas, na praça Sete, no centro da capital, em manifestação pela morte de dois profissionais da categoria em menos de 24 horas.

No dia 5 de novembro um taxista de 63 anos foi assassinado na Via do Minério, no Barreiro. A suspeita é que o trabalhador tenha sido vítima de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.Durante a madrugada do dia seguinte, um outro profissional foi executado em Juiz de fora, na Zona da Mata.

Desde estas duas mortes, inúmeros assaltos à taxistas foram registrados em todo o Estado. Cinco profissionais do ramo ficaram feridos e pelo menos outros assassinados durante assaltos. 

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