Jornal inglês afirma que Copa do Mundo será um caos

Periódico também destacou que não é preciso ter pânico, pois 'jeitinho brasileiro' vai fazer com que tudo funcione durante a competição

iG Minas Gerais | Da Redação |

DANIEL IGLESIAS - 10.1.2011
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O jornal inglês The Independent publicou, no último domingo, uma reportagem sobre o andamento das obras e a situação do Brasil a pouco mais de dois meses para o início da Copa do Mundo. Segundo o texto assinado pelo correspondente Ian Herbert, que percorreu as 12 cidade-sede do país, o atraso nos trabalhos contrasta com a confiança das autoridades no cumprimento dos prazos.

"O otimismo do brasileiro do brasileiro é espumante que as coisas vão ficar prontas, a questão de quando é menos fácil de responder", publicou o jornalista. 

Já no início do texto, o repórter dá destaque para o déficit educacional do Brasil. Para isso, relata a história de um operário que trabalhou nas obras da Arena Castelão, em Fortaleza. O trabalhador, identificado como Sr. Luís, só foi aprender a ler e escrever durante a reforma do estádio. De acordo com a reportagem, a situação do homem representa bem o panorama da sociedade brasileira, com milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. No texto, Ian cita o vice-ministro dos Esportes, Luis Fernandes, que justifica os problemas levantados. O político afirma que o país realiza um trabalho de progressão e as dificuldades não devem ser tirados do contexto, pois pioraria o quadro. 

Além disso, o repórter ressaltou os principais problemas de infraestrutura de cada uma das 12 cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo. Herbert citou o aeroporto de Manaus, que ainda está em obras. O próprio vice-ministro admitiu que as obras para a ampliação do terminal em Manaus só ficarão prontas após o Mundial de seleções. O profissional também comentou que teve de enfrentar longas filas para fazer check in nos aeroportos. O correspondente falou também sobre os três inacabados estádios da Copa, o de Manaus, de Cuiabá e o Itaquerão, sede do jogo de abertura.  

O atraso nas obras no aeroporto de São Paulo e o terminal provisório em Confins também foram questionados por Herbert. Outra crítica feita por Herbert foi quanto à demora de 14 anos para a construção do metro em Fortaleza, que só foi acelerada com a Copa do Mundo. A dificuldade nos deslocamentos nas grandes cidades também foi abordada pelo profissional. A desigualdade entre as belezas de cada localidade e a pobreza presente nos grandes centros urbanos é outro ponto anotado pelo jornalista.