Custos das obras na avenida Pedro II ainda não estão claros

Enquanto a prefeitura informa o valor de pouco mais de R$ 11 milhões para as obras de revitalização e uma pista exclusiva de ônibus na via, o valor no site é de R$ 26 milhões

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

O custo das obras na avenida Pedro II, na região Noroeste da capital, foi tema de uma audiência pública realizada pela Comissão de Orçamento e Finanças Públicas nesta terça-feira (25). As dúvidas quanto ao real custo das obras continuam mesmo após o fim da reunião, já que a prefeitura apresentou na audiência o valor de R$ 11,3 milhões e, no portal da transparência no site da prefeitura o valor referente aos custos das obras é de R$ 26 milhões. Após a audiência, representantes da prefeitura e da BHTrans não quiseram falar com a imprensa.

Segundo o vereador Gilson Reis (PCdoB), membro da Comissão e requerente da audiência, qualquer um dos valores é considerado alto diante de uma obra "tão simples", segundo ele. Inicialmente incluída no roteiro de obras do Move (nome dado ao BRT, sigla em inglês para transporte rápido por ônibus), o empreendimento na Pedro II foi cancelado sob a justificativa de que os custos não se justificariam diante da demanda local.

Ainda assim, a avenida está em obras para a sua revitalização e de acordo com o cronograma, o previsto é que neste mês pelo menos 80% dos trechos em obras estariam concluídos, já que o prazo de término das obras seria o mês de abril deste ano. No entanto, as reformas não chegaram nem a 40% ainda da sua conclusão.

O vereador Gilson Reis, assim como os comerciantes locais, que estiveram presentes na reunião, cobram por transparência nos custos das obras.

Comércio local

Os comerciantes reclamam das obras e o presidente da Associação de Comércios da região Noroeste Lucas Junior informou que mais de 300 comerciantes locais temendo o impacto das obras nas vendas. Além disso, com as obras, o horário de carga e descarga seria mudado para a madrugada, já que os caminhões tomam a via no momento de despachar mercadorias e afins. A sugestão da BHTRans não agradou os comerciantes que informaram que o novo horário demandaria ainda mais custos para eles, que teriam que arcar com o valor referente ao período da madrugada.

Além disso, o vereador e os comerciantes pleiteiam pela placa indicativa no local já que, por lei, todas as obras da prefeitura devem ter uma placa no local informando do que se trata,, o prazo das obras, o responsável e o valor.

Após a reunião a prefeitura e a BHTrans não deram nenhum posicionamento oficial sobre a questão da transparência e da placa e se recusaram a falar com a imprensa.  

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