Cadela é morta a pauladas e jogada de prédio no Alphaville

Dono de Lilica denuncia os maus tratos sofridos pelo animal e teme por represaria na região onde mora; cadela morava no condomínio há pelo menos cinco anos

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Cadela tinha cerca de seis anos e era vacina e dócil, segundo o dono.
Arquivo pessoal
Cadela tinha cerca de seis anos e era vacina e dócil, segundo o dono.

Um cadela vira-lata de cerca de 6 anos de idade, conhecida como Lilica, foi encontrada morta, por um casal que cuidava dela caída próximo a um local de 7 metros de altura, em condomínio no Alphaville Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, na última semana. Os cuidadores querem que o caso seja investigado, já que retiraram deles uma “amiga”, além de ser um crime bárbaro.

De acordo com o dono de Lilica, 36, que pediu para não ter a identidade divulgada, a cadela viveu no condomío por cerca de quatro anos durante sua construção e quando ele foi morar lá com a esposa, desenvolveu um afeto pelo animal e começou a cuidar dela, junto com os outros dois cachorros cocker spaniel inglês que possui.

“Lilica começou a entrar na minha casa e começou a dormir lá. Mas, como ela é muito livre, ela fugia da minha casa e acabei deixando ela à vontade para sair quando quisesse. Ela conseguia até abir a porta corta-fogo do apartamento. Lilica ia sempre para a portaria, mas sempre voltava para casa”.

Na última sexta-feira (21), porém, ela não apareceu. O casal começou a procurar por ela e acabaram a encontrando morta próxima a um prédio ao lado. No local, o homem disse ter visto indícios de que ela tenha sido jogada de uma altura de 7 metros, devido aos rastros de sangue. “Eu tive medo de nesses passeios dela de nunca mais encontrá-la e nesse dia aconteceu”, relembrou.

A Polícia Militar (PM) foi chamada e um boletim de ocorrência foi registrado. De acordo com os militares, a cadela também teria sido agredida por pauladas. Até o momento, ninguém foi preso.

Represália

A suspeita do dono de Lilica é de que um dos moradores da região tenha cometido o crime, já que a maioria deles era contra a presença de um cachorro de rua no condomínio e teriam chegado a ameaçar o homem e o animal. “‘Se não tirar esse cachorro da forma legal, vamos tirar por outros meios’ e também diziam ‘vou pegar esse cachorro, jogar no saco e jogar no viaduto da Mutuca’”, disse o dono.

O homem pensa até em se mudar do local. “Perdi uma grande amiga. Ela era saudável, vacinada, tinha uma energia fantástica, era dócil, nunca mordeu ninguém e fizeram essa brutalidade com ela”, desabafou emocionado.

A Polícia Civil não retornou às ligações da reportagem de O TEMPO para informar o andamento das investigações.

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