Temer como bombeiro é pouco

iG Minas Gerais |

Mello criticou o excesso de partidos no país e defende restrição
Nelson Jr./SCO/STF - 20.3.2014
Mello criticou o excesso de partidos no país e defende restrição

Brasília. Em um momento de dificuldades na articulação política do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), defendeu maior protagonismo do vice-presidente da República, Michel Temer, na interlocução com o Congresso. Em entrevista ao jornal “O Globo”, o deputado disse que o governo Dilma Rousseff não poderia abrir mão da experiência de Temer no parlamento e deveria evitar convocá-lo apenas para “apagar incêndios”.

O presidente da Câmara afirmou que Temer, com a experiência de ter passado pela liderança do PMDB e pela presidência da Câmara (que presidiu por três vezes), além de ter assumido interinamente a Presidência da República, conhece bem o Congresso e transita na base e nos partidos de oposição.

Na semana passada, os problemas de coordenação política ficaram evidentes na discussão do Marco Civil da Internet, cuja votação foi adiada para esta semana, por pressão de setores da base aliada, incluindo o PMDB, sob a liderança do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para o presidente da Câmara, além das questões próprias de um tema com interesses diversos, pesou para a reação do PMDB, a reforma ministerial feita pela por Dilma Rousseff, que, na avaliação dele, foi mal conduzida. Henrique afirmou que a reforma provocou um clima de radicalização na bancada do PMDB, acirrado pela “tensão eleitoral”.

“Se não temos ação administrativa como mereceríamos e gostaríamos, porque já tivemos no governo Lula, a gente quer, através da ação parlamentar, esse espaço de visibilidade, para cada um chegar ao seu estado e dizer ‘eu fiz isto’”, explica o presidente da Câmara.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave