Orçamento da obra cresce 76%

Os questionamentos de todo tipo e situações não previstas nos estudos iniciais já atrasaram o início da operação em pelo menos um ano

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Área rural de Nova Era teve nascentes de água destruídas, além dos inconvenientes causados pela obra que passa em sua propriedade. Foto: Mariela Guimarães
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Área rural de Nova Era teve nascentes de água destruídas, além dos inconvenientes causados pela obra que passa em sua propriedade. Foto: Mariela Guimarães

O mesmo empreendimento que abala a vida das famílias que estão no seu caminho, também é motivo de muita dor de cabeça para a Anglo American. Os questionamentos de todo tipo e situações não previstas nos estudos iniciais já atrasaram o início da operação em pelo menos um ano – a previsão era fazer o primeiro embarque no segundo semestre de 2013 – e elevaram o orçamento de US$ 5 bilhões para US$ 8,8 bilhões, alta de 76%.

Em setembro do ano passado, em evento realizado em Belo Horizonte, o presidente-executivo global da mineradora, Mark Cutifani, disse que a empresa buscava, sem pressa, um parceiro para o empreendimento.

Além de ser o maior mineroduto do mundo, o projeto é o maior investimento da Anglo no planeta. O Minas-Rio começou em 2007, em uma parceria entre a MMX, de Eike Batista, e a Anglo American.

Em 2008, a Anglo comprou a participação do sócio por US$ 5 bilhões. A negociação derrubou as ações da companhia e custou o emprego da CEO da empresa, Cynthia Caroll. Hoje, 84% das obras estão concluídas.

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