Fenômeno da música clássica encontra a Filarmônica MG

Augustin Hadelich chega a Belo Horizonte para mostrar o timbre inconfundível de seu violino

iG Minas Gerais | gustavo rocha |


O prodígio violinista encontra a Filarmônica pela terceira vez
ROSALIE O'CONNOR
O prodígio violinista encontra a Filarmônica pela terceira vez

Com o passar do tempo é natural que o sujeito amadureça. A lógica serve também para artistas em sua trajetória pela vida. Ainda muito jovem e reconhecido como umas da referências mundiais do violino, o ítalo-alemão Augustin Hadelich, 29, desembarca em Belo Horizonte, para um único concerto, hoje, com a Filarmônica de Minas Gerais, no Palácio das Artes.

“Creio que ele vá amadurecer mais no sentido musical que técnico. Acho difícil ele melhorar mais ainda. Em termos de domínio do instrumento, acho pouco provável alguém tocar como ele. Augustin consegue um timbre muito especial no violino. Os instrumentos de corda não possuem afinação tão fixa, é mais difícil encontrar a nota”, destaca o maestro Fabio Mechetti , regente da Filarmônica.

Em sua terceira vinda a Belo Horizonte para acompanhar a orquestra, o solista terá pela frente seu maior desafio: o “Concerto para Violino número dois”, de Béla Bartok, com forte influência do folclore húngaro, mas – de acordo com o maestro – “composto de forma clássica e fortes traços estilísticos”.

“É uma obra que tem uma narrativa rapsódica e o tempo flutua. É complicado tocar individualmente e mais complicado tocar junto com a orquestra”, ressalta Mechetti. Completam a apresentação, ainda, peças de Beethoven, Villa-Lobos e Enescu.

O regente acredita que a vinda de artistas de renome internacional seja proveitosa não só para o público. “Para os músicos da Filarmônica é muito importante conviver com essas celebridades. Eventualmente, conseguimos que venham também para dar uma master class para os músicos e dividir um pouco de sua experiência”, diz.

A Sala Minas Gerais, espaço especialmente pensado para abrigar a Filarmônica, está em processo de construção. “Essa é uma coisa que vai mudar o futuro da orquestra. Ela já se estabeleceu com um lugar marcante no cenário musical brasileiro. Mas a qualidade do trabalho será outra quando os músicos puderem tocar e ensaiar no mesmo espaço, com a acústica apropriada. Creio que isso vai colocar a cidade no circuito internacional de concertos”, comemora o maestro.

Agenda O quê. Filarmônica recebe Augustin Hadelich

Quando. Hoje, às 20h30

Onde. Grande Teatro do Palácio das Artes (avenida Afonso, 1.537, centro)

Quanto. Entre R$ 70 e R$ 36 (inteira)

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