Avião rumava para parte remota do Índico, diz operadora de satélites

Vice-presidente da empresa afirmou que depois de a aeronave desaparecer do radar civil e se desviar bruscamente do seu plano de voo autorizado, voou para o "corredor sul"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Boeing 777 da Malaysia Airlines que desapareceu quando fazia o voo MH370 voou por um número de horas "a uma altitude relativamente constante" em direção a uma parte remota do Oceano Índico e então aparentemente caiu na água "na área que está sendo investigada agora", de acordo com o vice-presidente executivo da operadora de satélites britânica Inmarsat, Chris McLaughlin, empresa que realizou as últimas análises sobre o voo.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (24), McLaughlin disse que dados indicam que, depois de a aeronave desaparecer do radar civil e se desviar bruscamente do seu plano de voo autorizado, voou uma rota que tem sido referida por investigadores como "corredor sul", porque as buscas haviam sido divididas em dois corredores (norte e sul).

O executivo reiterou declarações feitas mais cedo pelo primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, de que o avião, com 239 pessoas a bordo, terminou o voo no Oceano Índico sul, a oeste de Perth, na Austrália. McLaughlin salientou que essa foi a conclusão "inevitável" depois que especialistas examinaram todos os dados disponíveis, incluindo a última posição detectada pelo satélite da Inmarsat, em órbita mais de 22 mil milhas acima da Terra.

Com isso, os esforços de busca podem se concentrar em uma área menor, destacou o executivo. "Os navios e aeronaves estão agora à procura (do avião) na área correta", afirmou.

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