Após tour europeu, Gallo acredita que naturalizações são inevitáves

Coordenador das categorias de base da CBF se aproximou de jovens jogadores brasileiros na Europa para impedir naturalização das principais promessas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Alexandre Gallo conversou com promessas brasileiras no exterior
CBF/Divulgação
Alexandre Gallo conversou com promessas brasileiras no exterior
Com o intuito de evitar perder nomes importantes do futebol mundial para outras seleções, como Diego Costa e Thiago Alcântara - Atlético de Madrid e Bayern de Munique - que se naturalizaram espanhóis, a CBF enviou Alexandre Gallo, coordenador das categorias de base do Brasil, para a Europa. Gallo voltou da sua missão de aproximar-se de jovens brasileiros em grandes times europeus confiante, mas disse que é impossível impedir este processo de mudança de nacionalidade. "Acho que essa situação será inevitável (jogadores brasileiros jogando por outras seleções) estive vendo Suíça e Croácia, a Suíça tem dois jogadores brasileiros, na Croácia tem um jogador brasileiro, que é muito querido lá. Acho que isso é uma tendência, o que fizemos foi mapear jogadores jovens que jogam em clubes europeus. Só atletas do nosso país jogando em grandes clubes do velho continente são 32 jogadores que nasceram em 1995", afirmou Gallo. Um dos grandes problemas encontrados no caminho é a grande capacidade de o futebol brasileiro criar talentos e a facilidade com que um time de fora busca essas promessas. Para Gallo, será impossível ter 100% de êxito por conta da forte saída dos atletas, mas ir atrás dos principais expoentes já minimiza os riscos. O coordenador explicou que visitou os principais centros do futebol do Velho Continente, ressaltou que a decisão de vestir a camisa amarela é uma decisão que cabe somente ao atleta, mas retornou ao país sabendo que a ideia - que partiu dele mesmo - pode ter um efeito a médio prazo de grande benefício. "Visitamos o Manchester City, o Manchester United, o Milan, o Vitesse, o Benfica, o Hanoover. Claro que a decisão sobre qual seleção vão defender é de cada jogador, da família dele, mas estamos colocando para os jogadores é que nós estamos dando a oportunidade para eles serem convocado". Entre os visitados, destacam-se o meia-atacante Lucas Piazon, que defende o Vitesse-HOL mas pertence ao Chelsea. O meia Rafinha, que é irmão de Thiago Alcântara (filhos do tetracampeão Mazinho). Ainda há nomes quase desconhecidos e, por isso, mais fáceis de escolherem defender seleções europeias. Entre eles estão Andreas Pereira, ex-PSV e atualmente do Manchester United (nascido na Bélgica e filhos de brasileiros)e Marcos Lopes, de 18 anos, que foi para o Benfica com 11 e está no Manchester City.   "Esse giro que demos nos clubes europeus foi muito importante. Se conseguirmos ter o resgaste de um ou dois jogadores que puderem nos servir na seleção brasileira, o trabalho já terá valido a pena. Se conseguirmos ter o resgaste de um ou dois jogadores que puderem nos servir na seleção brasileira, o trabalho já terá valido a pena", completou Alexandre Gallo.  

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