PMDB se debate para manter a condição de aliado do poder

Partido está em conflito com o PT em âmbitos nacional e regionais e terá que escolher um lado

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |


Minas. 
Peemedebistas mineiros conversaram com o PSDB quando Saraiva Felipe estava no comando
Agência de Notícias PSDB-MG
Minas. Peemedebistas mineiros conversaram com o PSDB quando Saraiva Felipe estava no comando

O PMDB tem mais três meses, até a convenção partidária de junho, para decidir em que lado da urna estará nas eleições de outubro. Mais do que uma simples escolha pelo apoio a um ou outro candidato, está em jogo um projeto de poder que já dura ininterruptos 22 anos e que se manteve, independentemente da legenda do presidente da República eleito. Com faro pelo poder, uma decisão equivocada pode jogar o partido, pela primeira vez desde o governo de Fernando Collor, na oposição.

Se o apoio à reeleição de Dilma Rousseff (PT) não está totalmente sacramentado e a palavra “racha” ganhou contornos mais sólidos com a crise entre as duas legendas nas últimas semanas, nos palanques estaduais, o rompimento entre PT e PMDB já é explícito.

Nos principais colégios eleitorais do país, PT e PMDB certamente estarão em lados opostos em dois: São Paulo e Rio de Janeiro. No primeiro, os petistas apostam no ex-ministro Alexandre Padilha, e os peemedebistas, no empresário Paulo Skaf. No Rio, o racha foi anunciado desde o ano passado, quando o PT lançou o nome de Lindbergh Farias, em vez de apoiar o atual vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). As divergências entre as legendas chegaram ao ponto de uma ala dos peemedebistas defender o rompimento da aliança nacional e um acordo com o tucano Aécio Neves.

Em Minas, segundo colégio eleitoral do país, uma corrente do PMDB quer candidatura própria, outra defende apoio a Aécio e uma terceira trabalha pela aliança com o PT.

Acordos certos entre os dois partidos foram fechados em Estados menores, base eleitoral dos principais caciques do PMDB, como Rondônia, terra do presidente da sigla, Valdir Raupp, Maranhão, controlado pela família Sarney, e Alagoas, casa do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Aposta. O secretário geral do PMDB, deputado Mauro Lopes, garante que a turbulência em Brasília já foi superada e que, em respeito ao vice-presidente Michel Temer, a coligação deverá ser mantida.

Força

Bancada. Segundo maior partido da Câmara, o PMDB elegeu 76 deputados. Ficou atrás somente do PT, com 87. No Senado, 25% são peemedebistas. Das 81 cadeiras, 20 são ocupadas por eles.

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