Silva vem com batida leve em “Vista pro Mar”

O segundo disco do artista capixaba conta com a participação de Fernanda Takai

iG Minas Gerais |

Suavidade. A sonoridade eletrônica de Silva é agradável e não tem a ver com ritmo bate-estaca
RUI AGUIAR/ DIVULGAÇÃO
Suavidade. A sonoridade eletrônica de Silva é agradável e não tem a ver com ritmo bate-estaca

São Paulo. Depois de um álbum de estreia elogiado, “Claridão” (2012), veio o medo. O cantor e compositor capixaba Lucio Silva de Souza, ou simplesmente Silva, 25, que até então não acreditava na tal “síndrome do segundo disco”, passou a sofrer com os seus sintomas. “Você não quer repetir o que já fez e quer ver que riscos pode assumir”, conta.

Se para seu criador o processo não foi fácil, para o ouvinte, a ideia é que “Vista pro Mar” soe muito leve. “É um disco para ouvir na beira da praia, da piscina, com um instrumental sem tanto drama”, compara o artista com seu primeiro álbum que revelou o sucesso “A Visita”.

“O ‘Claridão’ tem letras mais densas. Esse disco está mais de bem com a vida”, compara Silva, que mora em Vitória e não se enxerga em uma cidade sem praia.

Oitentista. O novo disco foi revelado aos poucos neste mês. Em sua página oficial no Facebook, Silva brindou seus seguidores com quatro singles: “Janeiro”, “É Preciso Dizer”, “Universo” e o destaque “Okinawa”, um dueto com Fernanda Takai, do Pato Fu.

“Visto pro Mar” já está disponível na iTunes Store (US$ 9,99) e a versão física sai em abril. Mas quem quiser experimentar as faixas, pode ouvi-lo completo no Deezer ( www. deezer.com).

Com 11 faixas e 48 breves minutos de duração, “Vista pro Mar” traz letras em português – a maioria sobre relacionamentos – em música eletrônica de batida leve e por vezes dançante. Os teclados e sintetizadores remetem aos anos 1980. O artista, aliás, é um fã confesso de Guilherme Arantes.

Com uma unidade sonora que emoldura bem a voz suave do artista, a poética “Entardecer”, talvez, seja a mais propensa candidata a hit, não que isso seja uma preocupação de Silva (para quem já teve a chance de vê-lo no palco, é sabida que sua timidez é tanta que ele mal se entrega aos aplausos mais entusiasmados).

Com formação erudita em violino, Silva diz gostar das comparações com o tecladista que assina sucessos como “Planeta Água”, “Cheia de Charme” e “Cuide-se Bem”. ‘Tinha uma coisa interessante nos anos 1980. A Rita Lee, por exemplo, fazia álbuns dançantes. Depois se deixou de misturar essas influências gringas na MPB. Parece que ficou um medo”, avalia o artista.

Curiosamente, o primeiro momento para mostrar o novo repertório será em 5 de abril, no festival Lollapalooza, em São Paulo. Silva se apresentará com nova banda, ampliada de um para três músicos, para ficar “mais livre” no palco. Além do baterista Hugo Coutinho, a formação terá o baixista Rodolfo Simor e o guitarrista Giuliano de Landa.

Claro que não dá para recusar o convite para tocar num megaevento, mas o conjunto exposto em “Vista pro Mar” não combina nada com o Lolla e a plateia que vai mais pela balada do que pelo artista.

Melhor é aguardar uma apresentação num espaço bem intimista, como o álbum e o público, claro, merecem (Com Ludmila Azevedo).

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